Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 23/08/2018
Com o advento dos meios tecnológicos nos séculos XX e XXI, a comunicação tornou-se mais simples e acessível. No entanto, a disseminação de notícias falsas mostra-se cada vez mais frequente na era da informação, devido à falta de conhecimento da população no que tange às “fake news” e à insuficiência de leis.
Indubitavelmente, a ausência de percepção dos usuários diante de informações questionáveis apresenta-se como um fator favorável à propagação de notícias falsas. Isso ocorre devido aos textos sensacionalistas presentes nas redes sociais, que utilizam abordagens chamativas que rapidamente são consideradas como fatos e transmitidas à outras pessoas. Segundo o Estadão, cerca de 46% de todo o conteúdo abordado durante as eleições dos EUA era falso, situação que gera inúmeros prejuízos aos envolvidos, seja no âmbito político, seja no contexto cotidiano.
Além disso, a ineficiência de leis diante dessa problemática dificulta a eliminação significativa de conteúdos enganosos. Conforme o dicionário Oxford, a expressão “Pós-verdade” pode ser compreendida como informações que despertam o lado emocional dos indivíduos, em que o verídico é visto como secundário e desprezível. Dessa maneira, muitas pessoas criam temáticas ilusórias a fim de beneficiarem-se de alguma forma com discursos extremistas, uma vez que as leis não são suficientes para penalizar os responsáveis.
Diante dos fatos supracitados, fica evidente que as fake news são um problema e precisam ser combatidas. Portanto, é necessário que a mídia promova propagandas com regularidade a fim de informar a população a conferir as fontes dos temas que estão sendo transmitidos, juntamente com a forma como é abordado, com o intuito de minimizar a ocorrência de narrações fictícias. Ademais, o Estado deve corrigir as leis existentes, a fim de punir de forma mais rígida os indivíduos que cometem esse crime. Dessa forma, será possível diminuir os perigos das falsas notícias.