Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 22/08/2018

Peter Drucker definiu o período pós-segunda guerra até os dias de hoje como “a era da informação”, onde a informação se tornava peça chave para uma rápida e exponente mudança social. A informação, porém, além de ter se tornado cada vez mais facilmente disseminada, também se torna facilmente manipulada; então, até que ponto os novos canais comunicativos se tornam benéficos para o processo informativo?

Em julho de 2018 a rede social mais utilizada do mundo, o “facebook”, deletou uma copiosa e elaborada rede de “fake news”, promovida e administrada pelo Movimento Brasil Livre (MBL). Neste caso, a intenção do MBL era clara: A manipulação da sociedade através da falácia. O caso, porém, não é isolado e nem único.

Disseminar informações para beneficiar determinada visão, social ou política, é algo que vem sendo aplicado desde o ínicio da era da informação, lesando a liberdade de expressão e a própria democracia, como se podia observar por regimes ditatoriais e sua influência nas redes televisivas, ao ponto de algumas dessas falsas informações serem repetidas e acreditadas até os dias de hoje. As lesões sociais causadas pelas “fake news” não são tão recentes ou esporádicas, porém se percebe uma consciência contra elas que vem crescendo.

O comprometimento com a verdade é o lema principal do jornalismo, que, com a ajuda da internet e das redes sociais pode se tornar mais democrático, quando acompanhado de uma educação e conscientização digital que pode ser promovida pelos próprios usuários dessas redes, criando uma rede de informações descentralizada e promovendo uma nova forma de democracia sobre a qual Peter Drucker idealizou.