Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 21/08/2018

As “Fake News” - termo utilizado para notícias falsas - já faziam vítimas muito antes desse avanço digital. Como exemplo, o rei do pop, Michael Jackson, teve sua carreira marcada por tabloides sensacionalistas que criavam notícias falsas desde sua orientação sexual a processos de embranquecimento de pele. Desse modo, existe margem para esse tipo de ação, pois há um comportamento passivo e, consequentemente, perigoso dos populares diante das Fake News geradas por essa indústria sustentada pela era da informação dinâmica.

Nesse hiato, esse mercado é voltado para venda de notícias que alimentam uma alta parcela da população desorientada. Baseado no conceito de “Indústria Cultural” usado por Ariano Suassuna, a produção da mídia visa atingir o lado sentimental do consumidor para conseguir o clique, que por sua vez, age de maneira passiva, perdendo o censo crítico de veracidade. Dessa maneira, esse setor alcança o seu sucesso, mas ao mesmo tempo gera impactos negativos.

Indubitavelmente, as consequências e efeitos trazidos pelas Fake News são tão nocivos, que foi capaz de influenciar na última eleição presidencial dos Estados Unidos. O que comprova reflexos como o anterior, é a falta de critérios do leitor, pois em reportagem recente da Folha de São Paulo, 70% dos brasileiros disseminam notícias sem checar a fonte. Essa atitude é fruto da ausência de uma educação digital para os brasileiros, que necessita de orientações consistentes de onde recorrer para conferir as informações.

Portanto, em virtude dos fatos mencionados, faz-se necessária uma intervenção sobre o tema. Assim sendo, uma postura ativa dos leitores deve ser estimulada, e o Ministério da Educação deve destinar recursos para a criação de um projeto de extensão para alunos graduandos em jornalismo. O objetivo do trabalho será criar um aplicativo que auxilie o leitor a checar o número de reportagens com o mesmo tema, possibilitando ao acesso em outras plataformas, o que o capacitaria em formar sua opinião como cidadão, e não apenas ter sua opinião formada por uma Fake News.