Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 20/08/2018

Em ‘‘1984", livro de George Orwell, o “Grande Irmão” consegue manipular a população com notícias falsas, tornando-as incapazes de utilizar o senso-crítico. Fora da ficção, infelizmente, é possível afirmar que os perigos das “Fake News” figuram como um desafio na era da informação, visto que não somente têm impactos sociais, mas também políticos.

A princípio, é sabido que, após a Revolução Técnico-científico-informacional, o fluxo de informações tornou-se instantâneo e maior número de pessoas teve acesso à ele. Contudo, ainda é necessária a educação digital dos cidadãos, porque, segundo o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, a dispersão de notícias falsas no meio digital é 70% mais rápida que a das verdadeiras. Nesse sentido, com a maior educação dos indivíduos, casos como o que ocorreu no litoral paulista em 2014, no qual uma dona de casa foi morta por causa de “fake news” afirmar que ela seria praticante de magia negra, não acontecerão novamente.

Além disso, segundo a “Teoria do Habitus” do filósofo francês Pierre Bourdieu, explica-se a padronização e a repetição do comportamento na esfera social. Nesse contexto, a crença dos cidadãos em notícias falsas pode resultar em impactos negativos para o país, pois pode influenciar até em decisões eleitorais. Caso esse que pode ser exemplificado na manipulação de dados na última eleição norte-americana pela empresa Cambridge Analytica e pelo Facebook.

Desse modo, para minimizar esse cenário problemático, as escolas públicas e privadas devem informar os alunos e as demais pessoas da sociedade por meio de palestras sobre como identificar as notícias falsas com auxílio de professores e jornalistas. Espera-se, com isso, a diminuição dos efeitos negativos das “fake news” na vida dos cidadãos, afastando-se da alienação que ocorre em “1984"”.