Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 19/08/2018

Na conjuntura contemporânea, mais de 116 milhões da população brasileira tem acesso à internet, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Desse modo, as informações tornaram-se mais acessíveis e rápidas. Com efeito, a dimensão da internet faz com que surjam diversas notícias verdadeiras e falsas. É primordial ressaltar que as informações falsas não são criadas de forma aleatórias e com objetivos de realizar brincadeiras, por trás de todo o trabalho na elaboração de uma informação enganadora, para fazer com que esse informe pareça confiável, ocorre “Fins Lucrativos”. Os sites, revistas e jornais lucram com a repercussão das notícias publicadas sobre os partidos políticos, os próprios administradores públicos, as celebridades e subcelebridades, independente se são informações falsas ou verdadeiras. Com isso, muitos grupos políticos até pagam para que sejam lançadas notícias em prol de seu partido e também para que ocorra publicações que denigrem a imagem de alguma oposição partidária. Por outro lado, um dos fatores que mais influenciam a viralização da nota ilusória, é a ausência de interesse pelos próprios usuários da rede de querer buscar se aquilo que está sendo passado é de uma procedência real. Deve-se abordar ainda que, conforme um estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT), foi apontado que as notícias falsas se espalham 70% mais rápido que as verdadeiras. A rápida disseminação de informações pela internet tem sido um campo fértil para a proliferação de notícias falsas e incompletas, em consequência disso segundo o site globo.com no ano de 2014, na cidade de São Paulo, uma mulher foi espancada até a morte após ser acusada de sequestrar e matar crianças para fazer magia negra, os boatos associavam seu nome e imagem ao crime e só após seu falecimento a verdade apareceu. Devido a esse fato é notório que a dissipação de informações falsas de redes que visam apenas o lucro, causam sérios prejuízos muitas vezes irreparáveis, tanto para pessoas físicas ou jurídicas, as quais não tem garantido o direito de defesa sobre os fatos falsamente divulgados. Diante dessa problemática, consta-se que é preciso um trabalho abrangente de conscientização social para que as FAKE NEWS sejam barradas e não veiculadas, é necessário um apelo midiático orientando a sociedade civil como identificar notícias falsas, oferecendo assim educação digital que deve ser usada para a liberdade de expressão e para o uso da internet de forma democrática. Por outro lado, O Ministério da Segurança juntamente com outras políticas públicas precisa criar leis que penalizam os responsáveis pela criação de fake news.