Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 19/08/2018
Em 2016, a Oxford Dictionaries (Departamento da Universidade de Oxford), responsável por um dos mais conceituados dicionários da língua inglesa, elegeu “post-trust”, traduzida como pós-verdade, sendo a palavra do ano. Atualmente, no Brasil, a emissão e propagação de notícias de origens duvidosas crescem nas redes sociais e na maioria dos meios de comunicação. Nesse aspecto, pode-se destacar a falta de maturidade por parte da população, em contrapartida o mercado desonesto que usa “Fake News” para retirar vantagens.
É inegável que a identificação da veracidade de uma informação não se faz com simplicidade, porém, segundo Daniel Kahneman, “a cognição preguiçosa faz com que as pessoas tendam a ignorar fatos, dados e eventos que obriguem o cérebro a um esforço adicional”. Ademais, entre todos os avanços dos meios de comunicação, os mais utilizados, estão repletos de vídeos; noticias urgentes; informações de interesse público, porém, a parcialidade do leitor faz com que os fatos importem menos que as opiniões e do que escolhem acreditar. Analogamente, o ocorrido em 2017, sobre a ONU (Organização das Nações Unidas) e os EUA (Estados Unidos da América) sugerirem a intervenção militar no Brasil desvendado pelo E-Farsas.
Outrossim, por trás da imaturidade da população, há a evolução de um novo mercado com as empresas que produzem “Fake News” e estruturam verdadeiras indústrias que buscam cliques a qualquer custo. Nesses casos, interesses políticos; financeiros; corporativos; sobressaem à idoneidade das pessoas e das empresas, as quais criam noticias falsas em detrimento da imagem das vítimas. Além disso, a imprensa, que possui o papel de levar informações seguras para a sociedade por muitas vezes engajam-se em missões controversas, como na matéria publicada pelo “O Globo”, em 2017, divulgaram que o Presidente Michel Temer iria renunciar ao cargo.
Portanto, as notícias falsas que circulam pelas mídias possuem grandes potenciais em obstruir a verdade e prejudicar a população. Logo, o Governo Federal, junto ao Ministério da Justiça, devem intensificar a apuração e as punições nos casos de falsificação e propagação, segundo o Código Penal, com o intuito de democratizar a informação e mitigar as possibilidades de novos casos. Igualmente, o Ministério da Educação, deve usar as entidades educacionais para disseminar ideias, promover debates, realizar campanhas educativas, com o viés de aprofundar o assunto nas comunidades e famílias, alertando-as sobre os riscos e precauções. Consequentemente, a sociedade estará preparada para propagar e discernir informações, que em seu devido uso, resultam em benefícios para a nação.