Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 17/08/2018

O grande filósofo Aristóteles disse que “O menor desvio da verdade multiplica-se ao infinito à medida que avança”, logo a distribuição deliberada de “fake news” provoca a sobreposição de interesses pessoais, como econômicos ou políticos, sobre o coletivo. Desse modo, é mister analisar os fatores que realizam a manutenção dessa problemática a fim de acabar com a propagação de calúnias.

Em primeira instância, os avanços tecnológicos permitiram a ampliação dos meios de comunicação, as redes sociais fazem papel importante na divulgação de informações. Pesquisas corroboradas por universidades nacionais, como a USP, revelam que mais de 12 milhões de pessoas têm acesso e compartilham notícias falsas via internet, fenômeno que se intensifica no tão popular “Primeiro de Abril”, evidenciando que além da falta de educação digital, tampouco a cultura brasileira, como o dia da mentira, contribui para a alienação do indivíduo na contemporaneidade.

Em segunda análise, o sensacionalismo atrelado a textos, imagens e títulos tende a persuadir o leitor como escopo de obter ganhos econômicos ou políticos. Durante o regime nazista, Joseph Goebbles — chefe das propagandas de Hitler — disse que uma mentira, quando repetida mil vezes, torna-se verdade, fato que se evidencia no caso da “Bruxa do Guarujá”, em que uma mulher foi assassinada pelos moradores da região, após ser difamada de fazer bruxaria com crianças.

Haja vista, é preciso superar os obstáculos das “fake news” para garantir o acesso à informação regido pela Constituição Federal de 1988. Para isso, o poder público, em parceria aos meios midiáticos, como a televisão, jornais e revistas, deve prover palestras educativas à população ministradas por jornalistas sobre os riscos da disseminação de calúnias. Outrossim, as redes sociais devem fiscalizar as notícias falsas com o apoio da denúncia dos usuários da plataforma. Dessa forma, o telefone sem fio das informações terá apenas um caminho.