Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 16/08/2018

É indubitável salientar que, desde a Revolução Industrial e, posteriormente, a Globalização, a internet tem facilitado a comunicação e o acesso à informação diversificada entre os indivíduos. Todavia, há pessoas que fazem o uso da rede para propagar informações falsas, as chamadas “fake news”, a fim de obter ganhos financeiros ou políticos, por meio de cliques e visualizações.

É importante pontuar, de início, que as “fake news” vêm sendo disseminadas, gradativamente, por todas as redes sociais, principalmente no facebook. Tal situação se manifesta de várias formas como em áudios, vídeos, imagens e textos. Além disso, espalham-se receitas mentirosas para emagrecer ou até mesmo curar o câncer como foi publicado na página Cura Verde, em que ensinavam tomar 3 litros de suco de cenoura por dia, para eliminar o câncer em estágio 4 sem quimioterapia. Dessa forma, muitas pessoas, por se deixarem levar pela emoção, acabam compartilhando essas informações inverídicas sem consultar fontes e autores.

É fundamental pontuar, ainda, que as notícias falsas têm sido uma arma usada por políticos e poderosos para tirar vantagem, inflar candidaturas, prejudicar e difamar adversários. Prova disso são os dados publicados pela USP afirmarem que 12 milhões de pessoas difundem notícias incertas sobre política no Brasil. Logo, vale ressaltar que o compartilhamento de boatos falsos, segundo a Lei de nº 2848, faz o indivíduo ficar detido por cerca de seis meses a dois anos, e pagar multa.

É evidente, portanto, que as “fake news” têm que ser combatidas. Para isso é necessário que as mídias, por meio de anúncios e propagandas nas redes sociais e TVs, mostrem aos cidadãos as várias formas de se atentar às referências, procurando saber sobre as fontes, autores e data, bem como analisar em outros sites se as notícias coincidem, a fim de não compartilharem mentiras, pois, segundo Joseph Goebbls, uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade.