Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 14/08/2018

Na Segunda Guerra Mundial, a Alemanha nazista promoveu uma intensa divulgação de falsas informações sobre os campos de concentração, com o objetivo de garantir a lealdade e cooperação de todos os alemães, o que resultou em um dos episódios mais tristes da humanidade, o holocausto. Hoje, infelizmente, guardada as devidas proporções, a manipulação de notícias e dados, o “Fake News”, têm gerado graves perigos na sociedade brasileira contemporânea, devido não somente à fragilização do crítica do cidadão, mas também facilitando a manipulação da população.

Segundo Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda da Alemanha nazista, um mentira contada reiteradamente torna-se uma verdade. Por conseguinte, tristemente, sob esse viés, inúmeras pessoas utilizam as mídias de massa, principalmente, as plataformas sociais, a exemplo do Instagram e Facebook, pela facilidade  de postagem de conteúdo e ao anonimato, como um canal de disseminação de relatos fictícios. Alem disso, muitos usuários, ainda sem perceber, atuam como agentes difusores dessas notícias, contribuindo, desse modo, no enfraquecimento do senso crítico do cidadão e no manipulação da sociedade.

Outrossim, consoante Michel Foucault, filósofo francês, no livro “Microfísica do Poder”, o conhecimento pode ser utilizado na fomentação de ideologias de submissão, utilizados no “adestramento” de um grupo social. Portanto, é possível apontar como um dos perigos da disseminação de falsas notícias, a criação de uma população incapaz de fazer julgamentos críticos e morais, passível à alienação, pois conceitos de “certo” e “errado” encontram-se deturpados pela influência das “Fakes News”, vide o caso dos Estados Unidos, onde há suspeitas de interferência de informações inseguras divulgadas pelo Facebook na votação do presidente eleito Donald Trump.

Logo, diante dos argumentos supracitados, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o Ministério  da Justiça, promover projetos de conscientização em massa, como palestras, debates, atividades lúdicas e distribuição de cartilhas, a respeito dos perigos das “Fake News”, a fim de inibir a propagação de notícias com fontes duvidosas. Ademais, de acordo com Talcott Parsons, sociólogo estadunidense, a família exerce um papel na construção de caráter e personalidade do jovem. Portanto, é fundamental os pais educarem seus filhos sobre o uso correto das redes sociais, por meio do diálogo e bom exemplo, com o fito de criar usuários vindouros que utilizam a internet e as plataformas de relacionamento com consciência  e responsabilidade. Assim, com essas medidas, a divulgação de relatos fictícios serão mitigadas, evitando a ocorrência de situações similares ao holocausto.