Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 14/08/2018

O período da República Velha no Brasil, no início do século XX, foi marcado por um movimento popular que ficou conhecido como a Revolta da Vacina. Nesse episódio, a disseminação de informações falsas e manipulações políticas causaram a morte de várias pessoas e quase impediram que os indivíduos fossem imunizados contra a varíola. De forma análoga, a divulgação dessas notícias, mais conhecidas como “fake news”, também pode causar danos irreparáveis à sociedade moderna. Assim, é demonstrado a importância do combate à divulgação dessas informações falsas, que aumentam cada vez mais, quer seja pela omissão Estatal, quer seja pelos meios de comunicação.

Em primeira análise, é indubitável que a negligência Estatal esteja entre as causas do problema. Desse modo,  destaca-se o pensamento do ministro da propaganda Joseph Goebells, de que uma mentira contada mil vezes torna-se verdade. Nesse sentido, nota-se que há uma indiferença do Estado, uma vez que, embora haja divulgação de notícias manipuladas, eivadas de interesse político-ideológico, que tem como finalidade o direcionamento do pensamento da população, o Governo não tem atuado de modo a coibir tais práticas, que são uma afronta à democracia e ao Estado de direito. Uma prova disso, são os diversos casos de justiça com as próprias mãos contra inocentes, tidos, através desses boatos, como criminosos, assim a mentira travestida de verdade traz prejuízos incomensuráveis à sociedade.

Além disso, é valido analisar que o desenvolvimento exponencial da tecnologia confere aos meios de comunicação maior capacidade de propagação das informações, e isso abrange a “hoax”, isto é: falsa mensagem. Dessa maneira, é notório que esse grande poder de divulgação deve ser diretamente proporcional à responsabilidade dos jornalistas, que por sua vez será  inversamente proporcional aos prejuízos causados. No entanto, é incontestável que a grande mídia está diametralmente em desacordo com essa ideia, ao seguir os mandamentos neoliberalistas regidos pelo imediatismo e lucro, ela deixa de cumprir com seu papel investigativo e com o compromisso com a verdade, haja vista  que uma manchete polêmica vende muito mais, ainda que falsa, agravando assim  a problemática no país.

De modo a garantir a redução da propagação de notícias falsas, se faz necessário que o Estado crie diversas ongs, cada uma com equipe de pesquisadores capacitados que com transparência e efetividade terão a finalidade de proporcionar o contraditório às “fake news”, ou seja, essas organizações através de pesquisas em acervos bibliográficos, conteúdo digital e profissionais especializados irão ratificar ou desmentir as notícias que através de uma parceria com as principais plataformas de comunicação serão transmitidas. Sendo assim, assegurado a manutenção da qualidade de vida social.