Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 13/08/2018
A divulgação de notícias falsas não é uma novidade do mundo contemporâneo. No entanto, com o avanço dos meios de comunicação, tais notícias - conhecidas como fake news - encontraram nas redes sociais um ambiente propício para sua disseminação. Nesse contexto, dois aspectos fazem-se relevantes: o modo indiscriminado em que esses boatos são compartilhados e seus impactos nocivos a toda a sociedade.
No Brasil hodierno, os aplicativos de mensagem instantânea e as redes sociais, como o Whatsapp e o Facebook, proporcionam o compartilhamento de informações numa dimensão e velocidade nunca antes vistas. Entretando, como demonstra a preocupante popularidade das fake news, são poucas as pessoas que possuem o cuidado de verificar as fontes das notícias que compartilham, seja por ignorância ou por falta de hábito. Tal prática, somada ao alcance e à rapidez da internet, torna o espaço virtual o local perfeito para que sejam implantadas falsas informações, e para que as mesmas tomem grandes proporções num curto período de tempo.
Assim sendo, a propagação de fake news gera efeitos danosos à sociedade, uma vez que, tais notícias - por meio da difamação de marcas, grupos ou figuras públicas - impedem que sejam feitas escolhas conscientes pelos indivíduos. Tal fenômeno ocorre pois esses boatos são capazes de influenciar desde as decisões mais “banais”, como por qual marca de algum produto optar, por exemplo, até as mais significativas, como em qual candidato votar numa eleição, demonstrando-se, enfim, a dimensão que um compartilhamento irrefletido pode tomar.
Em vista do exposto, tornam-se necessárias medidas que busquem combater a disseminação desse tipo maléfico de “noticia”. Nesse contexto, cabe ao Ministério da Educação a promoção de feiras escolares com estudantes e suas famílias, com o objetivo de educá-los sobre o compartilhamento responsável e consciente de informações, rompendo-se, assim, o ciclo de divulgação e os danos causados pelas fake news.