Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 08/08/2018
Compreendidas como notícias falsas que tem o intuito de disseminar um pensamento individual ou coletivo acerca de um tema, as “fakes news” são tidas como mitos da atualidade e estão presentes em diversas sociedades do globo, bem como a brasileira. Em geral, criadores desse tipo de reportagem se utilizam de títulos exagerados para chamarem a atenção do expectador e de uma linguagem culta para o assunto aparentar-se verdadeiro. Entretanto, as consequências advindas da criação e da difusão das inverdades, principalmente na atual conjuntura da era informacional, são perigosas à população, e, por isso, esse tema merece relevância nos debates dos órgãos públicos.
Segundo dados da pesquisa realizada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), as notícias falsas se espalham 70% mais rápido que as verdadeiras. Isso se deve, em especial, ao teor apelativo e subjetivo das reportagens. Estas, baseadas na parcialidade dos autores, que visam apenas acesso e popularidade, são divulgadas com conteúdos mentirosos, que, possivelmente, causarão euforia ou revolta públicas. Desta forma, certos indivíduos simpatizantes da ideia abordada na matéria ou, por mera, inocência, não conferem a veracidade dos fatos e retrata o ocorrido aos seus amigos e familiares. Posteriormente, uma espécie de reação em cadeia é criada, na qual o boato é propagado por aqueles que ficam sabendo da sua existência.
Contudo, foi através do advento das novas tecnologias, da criação das redes sociais, do aumento de pessoas com acesso aos meios virtuais e da forte polarização nas opiniões gerais que as “fakes news” se potencializaram, e passaram a alcançar seres de diversos lugares e em curtos intervalos de tempo. Concomitantemente, o “bullying”, a difamação, a insegurança e os riscos de vida, que são alguns dos resultados sofridos pelas vítimas envolvidas nos rumores, começaram a ocorrer com maior frequência. Em 2014, a cidadã brasileira Fabiane Maria foi espancada até a morte, após ser acusada injustamente, de raptar crianças para realizar magia negra. Este acontecimento serve para ratificar o quão perigoso é produzir e espalhar inverdades.
Em vista disso, cabe ao Governo fornecer subsídios à polícia federal, para que os membros dessa instituição possam investigar e descobrir, mediante o endereço de “IP” (número que identifica um dispositivo em uma rede), os escritores das “fakes news”, aplicando, em seguida, punições aos inventores que praticaram crime contra a honra de indivíduos. Ademais, compete, igualmente, aos órgãos competentes brasileiros veicularem propagadas, nos meios de comunicação, que alertem os espectadores a respeito da existência das notícias falsas, dos perigos de compartilhá-las e que, também, os ensinem a identificar uma reportagem enganosa e a averiguarem a genuinidade do artigo.