Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 07/08/2018
Segundo o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade funciona como um corpo biológico onde o mau funcionamento de uma das partes provoca um colapso total. Paralelamente a isso, cresce o número de “fake news” compartilhadas na internet refletindo a influência das emoções e crenças pessoais afetando mais a opinião pública do que questões objetivas, gerando consequências negativas na vida de quem é citado nas notícias. Portanto, é necessário que haja intervenção da imprensa filtrando o que é verdadeiro ou não e governamental punindo os autores mentirosos, visto que esse problema seja atual, conquanto tenha arraigados fatos históricos com consequências pautadas no socioculturalismo.
Em primeira análise, historicamente inferindo, no século XX na Alemanha, Hitler difundia uma imagem falsa dos judeus considerando-os como perigos sociais para justificar o seu preconceito com o judaísmo. Sendo assim, influenciou muitas pessoas a pensarem da mesma forma apoiando o genocídio dos judeus. Não só no passado, como também na contemporaneidade, notícias falsas influenciam algumas pessoas a cometerem crimes por acreditarem em boatos. De fato, por exemplo, com a mulher que foi morta brutalmente por vizinhos e enterrada no Guarujá, São Paulo, após boatos compatilhados na internet de que ela praticava magia negra com crianças. Além disso, notícias falsas, contra pessoas públicas ou anônimas, podem gerar “cyberbullying” afetando negativamente a imagem das vítimas podendo causar prejuízos psicológicos.
Ademais, a influência da cultura capitalista, onde algumas pessoas querem ganhar dinheiro a qualquer custo, mesmo que isso signifique prejudicar a imagem de alguém, está atrelada a indústria de “fake news” que é vista como uma forma de conseguir dinheiro através da renda publicitária. Com efeito, na véspera da eleição americana de 2016, um site na Califórnia publicou que um agente do FBI suspeito de vazar e-mail de Hillary Clinton havia sido encontrado morto. Dessa forma, muitas pessoas acreditaram que teria sido um assassinato com fins políticos cometidos pela família Clinton. No entanto, o jornalista responsável pela notícia admitiu que ela era falsa, porém em virtude do alcance do boato faturou 8 mil dólares.
Destarte, é necessário que haja uma preocupação governamental e da imprensa com “fake news”. Para isso, a educação digital deve ser implantada nas escolas ensinando os jovens a identificar o que são fatos ou não. Agindo por meio de profissionais que ensinem características que uma “fake news” apresenta como falta de apuração jornalística, linguagem alarmante, por exemplo. Ademais, é necessária a punição de pessoas que divulgam notícias falsas. Junto a isso, o papel da imprensa de ajudar a identificar o que são boatos ou não colaborando com o estado para condenar os mentirosos.