Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 07/08/2018

A disseminação de informações falsas não é algo atual no Brasil. A divulgação do falso Plano Cohen na Era Vargas sobre uma tentativa de tomada do poder do país por comunistas e a consequência política que isso obteve exemplifica a utilização histórica desse aspecto para conseguir certos objetivos. Entretanto, é na contemporaneidade que essa conjuntura torna-se mais preocupante e comumente vista frente a facilidade de sua propagação, principalmente com as redes sociais. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente na sociedade.

As fake news são notícias falsas criadas a fim de impactar, influenciar e ganhar a atenção de seus leitores. Desse modo, elas procuram objetivar, em sua maioria, geração de lucro para seus criadores a partir de suas visualizações e propagação de discursos de ódio embasados em mentiras sobre uma pessoa, grupo ou empresa. Dessa forma, quando levadas como verdades causam aos envolvidos grandes estragos emocionais, financeiros e, em caso mais extremos das consequências dessa influência errônea, físicos e até fatais.

Conforme Joseph Goebbels, ministro da propaganda na Alemanha Nazista, uma mentira repetida várias vezes torna-se uma verdade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que os leitores dessas notícias ao compartilha-la também compactuam para suas afirmações. Foi assim que Goebbles e a população alemã ajudaram a conseguir o prestígio de Hitler mesmo ele fazendo atrocidades e é assim que atualmente esse impasse se instala, apesar de ser combatido no Código Penal brasileiro como calúnia e difamação.

É evidente, portanto, que as fakes news caminham na direção contrária das políticas sociais que visam a verdade e o bem-estar dos indivíduos. Por isso, as redes sociais, como o Facebook, devem reforçar suas medidas contra a circulação de informações falsas em seus ambientes para frear seus compartilhamentos. Ainda, em parceria com o MEC, as redes sociais devem contribuir com métodos pedagógicos, por meio de posts e cartilhas online, para formar usuários ativos na identificação das mesmas, principalmente utilizando do ato de pesquisa. Dessa forma, uma conjuntura vista na Alemanha no século passado seja gradativamente reprimida do tecido social.