Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 21/08/2018
Há alguns anos, a brincadeira popular “telefone sem fio” trazia a tarefa de repassar uma mensagem de um para o outro sem alterá-la. Entretanto, no fim do trajeto,a informação já havia sofrido alterações que podiam mudar o sentido ou incrementar algo que não havia sito dito. Embora divergente ao mundo da diversão, ainda hoje é perceptível a disseminação de informações modificadas, estas acarretam em efeitos nocivos para a sociedade e um grave problema contemporâneo: Fake news.
Frente a isso, o século XXI caracteriza-se,principalmente, pela acelerada difusão de notícias por meio das redes sociais, proporcionando o acesso a inúmeros conteúdos. Portanto, perdeu-se a preocupação com a qualidade da notícia dentro desse espaço. Assim, a divulgação de “Fake news” se torna completamente antidemocrática, pois priva o cidadão de ter acesso a informação, que lhe é garantido pela Constituição Cidadã de 1988.
Outrossim, na era da globalização difundir informações torna-se cada vez mais lucrativo, onde sites não seguros e a própria mídia, manipulam mensagens a fim de persuadir a atenção das pessoas. Segundo Aristóteles, " o menor desvio inicial da verdade multiplica-se ao infinito à medida que avança", logo a desinformação, fomentada pelas Fake news, ocasionará uma comunicação obsoleta na pós-modernidade, pois os interesses individuais se sobrepõem sobre o coletivo.
Fica claro, portanto, que é preciso ter um maior senso crítico ao compartilhar informações. Assim, o Ministério da Educação poderia incrementar uma educação digital em escolas e universidades, pois ainda há uma lacuna, que é a de gerar criticidade dentro desses ambientes. Além disso, o Estado deve fazer reformulações legislativas, e também aliar-se as redes sociais para punir de forma rigorosa empresas midiáticas a qual não checam a veracidade do que propagam,como forma de assegurar o direito a informação garantida pela Constituição Cidadã de 1988. Logo, a brincadeira do “telefone sem fio moderno”, não se perpetuará na pós-modernidade.