Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 08/08/2018

No século XI, um famoso historiador bizantino escreveu um texto chamado “Anekdota”, e ali ele espalhou “fake news”, arruinando completamente a reputação do imperador Justiniano. Frusta constatar, porém, que após tantos anos a disseminação de notícias falsas continuam a prejudicar à população. Diante disso, deve-se analisar o impacto causado na sociedade e a falta de senso crítico individual.

É notório que, após a revolução tecnológica à população começou a ser “bombardeada” por diversas informações, no entanto grande parte dos usuários não tem um senso crítico sobre a veracidade de algumas notícias. Isso acontece porque, foi sendo criado um mito de que " se está na internet é porque é verdade", isso faz com que muitas pessoas não chequem a veracidade das informações. Prova disso é que, como noticiado no site Canaltech “Pelo menos seis pessoas já morreram linchadas na Índia nas últimas semanas por causa de mensagens falsas transmitidas em massa pelo WhatsApp”. Dessa forma, as informações inexatas se tornaram motivações para crimes, muitas das vezes as pessoas nem ao menos verificam a veracidade da notícia.

Outrossim, a sociedade brasileira não desenvolveu o hábito de checar as notícias recebidas nas redes sociais. É notório, que isso tem haver com a falta de influência por parte da mídia , pois as fake news não eram debatidas e nem combatidas pela grande parte da mídia. Como prova disso, a notícia do site O Globo " Uma pesquisa, do MIT, observou que no Twitter as notícias falsas se espalham mais rápido, mais profundamente e mais amplamente do que as verdadeiras". Com isso, os internautas ainda não possuem o hábito de conferir se as notícias são verdadeiras antes de compartilhar,com isso, são diretamente responsáveis por disseminar as fake news.

Fica claro, portanto, que as informações falsas são um problema na sociedade, além disso podem até ser causas de mortes. Em razão disso, o Ministério da Cultura, em parceria com as empresas de redes sociais poderiam promover, por exemplo propagandas dentro das mídias sociais, com intuito de conscientizar sobre a importância de checar o fato antes de compartilhar. Além disso, o Ministério da Educação, deve realizar palestras nas escolas e faculdades, com o objetivo de criar um senso crítico sobre a veracidade das notícias nos jovens. Assim, a população será alertada sobre as fake news e poderá começar a criar o hábito de não compartilhar sem ter total certeza da veracidade do fato.