Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 06/08/2018

Desde o iluminismo entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa as ‘‘fake news’’, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática sempre se sobressai na sociedade, seja pelas autoridades, seja pela população.

É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, as autoridades rompem essa harmonia, haja vista que segundo pesquisas, cerca de 70% da população já teve algum contato com uma notícia falsa.

Outrossim, destaca-se o povo como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que a maioria das pessoas ao ver uma notícia na internet, não procura saber se a fonte é confiável e já saem compartilhando, o que pode acabar prejudicando não somente ela, como também outras pessoas.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Destarte, a polícia civil deve fiscalizar publicações de sites, por meio de ‘‘scripts’’ que verifiquem a veracidade das informações postadas, com o intuito de retirar sites que postem notícias falsas da internet. Consoante Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Logo, o Ministério da Educação deve conscientizar as pessoas, por meio de palestras ministradas por psicólogos nas escolas, sobre as ‘‘fake news’’, com o intuito de que elas não compartilhem e não publiquem notícias falsas. Sendo assim, o número de ‘‘fake news’’ diminuiria drasticamente.