Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 04/08/2018

O contexto é o do Governo Nazista que, pela rápida divulgação de notícias falsas, mas que aparentam veracidade, consegue, com sucesso, o veemente apoio populacional. Da mesma forma, na atualidade, o ambiente digital existente e o despreparo das autoridades, têm dado força às “fake news”  e gerado sérios riscos aos cidadãos, dentre os quais estão a alienação informacional, casos de violência das mais diversas formas e prejuízo econômicos e políticos.

“Fake news” são notícias mentirosas que, majoritariamente, têm aparência de verdade. Elas vêm crescendo em propagação por dois principais fatores: a esfera virtual que nós temos, que dá mais autonomia aos seus frequentadores para criação de conteúdo, é extremamente polarizada e conta com a rápida divulgação das informações, e também a fragilidade das autoridades sobre o assunto, o que inclui a falta de legislações específicas para questões virtuais e a insegurança dos sistemas tecnológicos do Brasil, ainda inexperiente nessa área.

A questão é que esse fenômeno têm tomado medidas espantosas, deixando para toda a sociedade diversos prejuízos. Exemplo disso é o caso de Fabiane Maria de Jesus, espancada até a morte por moradores de Guarujá (SP), por boatos de que praticava rituais de magia negra com crianças. Esse é um caso, dentre tantos outros, que revela a urgência para que a circulação de “fake news” seja controlada.

Além dos casos de violência (física, moral, virtual e etc), as inverdades divulgadas são decisivas em questões políticas e econômicas importantes, o que levanta outro grave problema, cujo desdobramento coloca o futuro de nações inteiras à mercê de algo que nem existe. As últimas eleições norte-americanas, por exemplo, foram vítimas dessa propagação sobre ambos os candidatos e que, com certeza, influenciou muitos eleitores. Não tomar medidas contra o problema poderá trazê-lo para o Brasil, já que estamos em ano eleitoral.

Vista a proporção da questão relatada, é necessário que as autoridades tomem medidas urgentes. O Poder Legislativo deve se mobilizar e criar uma pena para calúnia e difamação exclusiva nos casos envolvendo “fake news”, cuidando para que usuários sejam punidos com multas ou detenção, e não somente banidos na internet. O Estado deve investir em velocidade na verificação de dados e fontes, por meio da contratação de programadores e pesquisadores da área, que criarão sistemas rígidos de segurança virtual, capazes de detectar essas notícias por algoritmos. Erros tecnológicos se combatem com tecnologia.