Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 03/08/2018

Segundo os princípios das leis newtonianas, para toda ação há uma reação de igual intensidade e sentido contrário. Nessa perspectiva, após o “boom” da globalização o acesso à informação está progressivamente mais instantâneo. Por conta disso, a extrema onda de publicações das “fake news” encontra-se diretamente ligada à fácil disseminação, a qual potencializa interesses próprios e ocasiona a deterioração da verdade.

É indubitável, que, hodiernamente, o pensamento capitalista se sobressai entre as demais ideologias. Dessa maneira, conforme o filósofo Rousseau, “a natureza faz o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável”, ou seja, assim como o ex-presidente Getúlio Vargas fez no Plano Cohen, o homem procura proliferar aquilo que o beneficia, independentemente das consequências, pois o importante é a sua ascensão, seja ela política, econômica ou social.

Por conseguinte, a verdade absoluta acaba por transforma-se em obscura. A vista disso, segundo o ex-ministro alemão, Joseph Goebbels, “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”. Desse modo, as “fake news” através dos variados meios de compartilhamento atraem a população rapidamente para o assunto, alienando-as. Entretanto, os cidadãos que compartilharem notícias sem a devida comprovação dos fatos, além de prejudicar os envolvidos, correm o risco de serem culpados por crimes, como injúria, calúnia, entre outros.

Destarte, que ao ferir as convicções legais da vida, as notícias falsas devem ser combatidas. Nesse sentido, cabe ao Ministério Público em conjunto com a Polícia Federal, assim como o Poder Judiciário, fiscalizar, denunciar e punir com as penas cabíveis atuantes de tais notícias, com o intuito de a verdade sempre prevalecer em nossa história. De mesmo modo, a população em si deverá ser mais atenta em relação às fontes de informação, procurando em outros meios de comunicação a sua veracidade, com o princípio de não prejudicar inocentes e a si próprio. Dessa forma, conforme diminuir às ações de interesse próprio, às reações em inocentes irá reduzir.