Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 03/08/2018

A Revolução Tecnológica, cujo início se deu no fim do século XX, trouxe agilidade na propagação de informações e de notícias através da internet e dos meios de comunicação, cada vez mais desenvolvidos e acessíveis. Contudo, o que é veiculado pode não ser verdadeiro em sua totalidade e é neste momento em que nos deparamos com as chamadas “fake news”, notícias perigosas e que faltam com a verdade, cujos objetivos são alarmar pessoas sobre situações inexistentes, difamar indivíduos ou colocá-los em desvantagem. Esse tipo de mensagem precisa ser combatido veementemente, pois seus prejuízos podem tomar proporções inimagináveis.

A respeito dessas notícias falsas, pode-se citar o exemplo da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em março de 2018 e cuja integridade foi abalada quando foi amplamente divulgado que a ativista já fora casada com um conhecido traficante da cidade do Rio de Janeiro. Entretanto, a informação foi esclarecida como boato apenas dias depois da circulação das mensagens, o que comprometeu a família de Marielle e sua imagem. Situações como essa, carregadas de injúria e difamação, são gradativamente mais comuns e perpassam esferas tanto reduzidas como muito amplas, a exemplo das mentiras propagadas pelo atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Acerca desse problema, o jornal Washington Post publicou que o presidente americano havia faltado com a verdade 1.950 vezes em aproximadamente um ano de mandato. Considerando sua escala global de influência, as informações falsas propagadas por Donald Trump são notadamente tomadas como verdade por ouvintes menos esclarecidos. Essa situação também ocorre no Brasil e tem sido cada vez mais frequente, haja vista o ano de eleições e a possibilidade que políticos têm de se colocarem em vantagem sobre outros através da veiculação de informações que não procedem. Diante desse panorama, é possível perceber quão perigosas podem ser as “fake news” e a amplitude de seus negativos impactos sociais e políticos.

Sendo assim, a partir do entendimento dos prejuízos causados por tal tipo de informação, é ponderoso que crimes de injúria e de difamação tenham suas penas e multas aumentadas pelo Ministério Público e que isso seja informado nas mídias sociais, objetivando coibir a frequência de seus acontecimentos. Outrossim, também deve ser possível que as “fake news” sejam denunciadas e mais rapidamente averiguadas pela Organização SaferNet Brasil – que combate crimes cibernéticos –, de modo que a circulação da informação inverídica seja interrompida mais agilmente. Medidas como essas são capazes de mitigar as consequências das notícias falsas na sociedade, de modo que possamos viver mais próximos ao respeito, à verdade e à transparência.