Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 02/08/2018
A disseminação de “fake news”- notícias falsas- não é um problema atual. A era digital tem apenas agravado esse senão. Joseph Goebbels, ministro da propaganda nazista, afirmou que “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”. Com isso, atrocidades foram cometidas pelos nazistas baseadas na propagação de calúnias contra os judeus. Sendo essas informações geradoras de ações perigosas, os desafios dos órgãos públicos estão pautados em legislações que impeçam a proliferação dessas e também em medidas educacionais para a formação crítica de cidadãos.
As grandezas relacionadas com as “fake news” são diretamente proporcionais a aparência de veracidade das informações, a difamação ou calúnia sustentada por elas e a proporção adquirida com o compartilhamento dessas informações. Logo, recursos linguísticos são utilizados para atrair e persuadir o leitor, que dissemina as informações sem a verificação de veracidade das mesmas e a magnitude do problema está envolvida com o conteúdo dispersado. Os alvos mais recorrentes dessas ações são famosos, que muitas vezes tem sua privacidade atingida com essas produções. Porém, assuntos mais graves como, a disseminação de ideias antissemitistas, já estiveram em voga no passado e foram responsáveis pela morte de milhões de pessoas por acreditarem em mentiras.
Dessa forma, as dificuldades para a resolução do impasse estão atreladas a ausência de verificação das informações repassadas e também com os desafios em detectar as publicações falsas e combater o compartilhamento das mesmas. Sendo os principais atuantes, do repasse das notícias em questão, os menos críticos, há uma necessidade de inteirá-los das consequências de seus atos. As legislações vigentes, quando acionadas, exercem punições tanto aos produtores, quanto aos disseminadores das inverdades. Além disso, são escassos os recursos que limitam o que é exposto na internet, uma vez que a liberdade de expressão é um direito civil garantido a todos.
No tocante, tendo em vista os argumentos supracitados,observa-se a necessidade de diligências que mitiguem o problema. Por conseguinte, o ministério da educação deve fomentar discussões sobre o tema em escolas. O enfoque deve ser nas salas de aula, em que os professores devem expor as consequências da disseminação de notícias falsas, e dos possíveis desfechos para os que as produzem e também para os que as propagam. O aumento de informações acerca do assunto está vinculado a formação de cidadãos mais críticos. Outrossim, está relacionado com a aplicação das leis. O poder legislativo deve dar subsídio ao poder judiciário ao compor leis mais rígidas e especializadas para o impasse em questão. A população deve ser informada através de propagandas midiáticas sobre as leis e as punições para os praticantes desses atos, para que essa prática seja limitada e temida.