Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 01/08/2018

Na Segunda Guerra Mundial, a comunicação entre os soldados era transmitida através de rádio, no qual foi desenvolvido um mecanismo para evitar a espionagem do inimigo, essa descoberta influenciou no surgimento da Internet, tecnologia essencial na sociedade contemporânea. Por certo, a Internet se tornou o meio mais rápido de comunicação atual, o que acarretou diversas problemáticas, entre elas a divulgação de notícias falsas, sem análise crítica ou fontes confiáveis. Por consequência, milhares de pessoas compartilham e são influenciadas, sem pesquisar o que foi escrito, assim gerando um ciclo de mentiras.

Portanto, evidencia-se que essa intensa massa de notícias falsas são extremamente prejudiciais, pois calúnias são criadas e divulgadas, o que pode interferir em assuntos de grande seriedade. A exemplo, no final do ano de 2017, foi realizada uma pesquisa nos Estados Unidos que analisou o quanto as notícias falsas influenciaram na eleição do presidente Donald Trump. Segundo a pesquisa, as notícias possuíam calúnias sobre a adversária de Trump, Hilary Clinton, e frases de discursos não ditos pelo presidente estadunidense. Em síntese, é visível como as mídias sociais influi nas decisões de seus espectadores.

Outrossim, a rapidez e o número alto de leitores atuam nesse processo como fator essencial no compartilhamento em massa, principalmente por meio das redes sociais, nas quais o Facebook é o mais utilizado pela facilidade do uso. Dessa forma, a constante repetição da notícia e a negligência em apurar os fatos comprovam que uma mentira dita várias vezes torna-se verdade, como citou Goebbels, ministro do ditador nazista, Adolf Hitler. Sendo assim, na era da informação é imprescindível o cuidado com o que é divulgado, porquê pode acarretar graves consequências quando difundida.

Em suma, faz-se necessário erradicar as notícias falsas e a perpetuação da mesma, para que casos sérios e extremos não ocorram. Certamente, para isso, o Legislativo junto com advogados e especialistas em meios de comunicação, devem redigir leis com o objetivo de controlar o excesso dessas notícias, trazendo consequências ao autor. Ademais, o Ministério da Educação deve incentivar influenciadores digitais a ensinar, de maneira didática, como identificar uma notícia falsa e denunciá-la. A exemplo, utilizar sites específicos em investigação de notícias como o ‘’truco’’, o qual é formado por jornalistas investigativos. Além disso, cobranças do Governo Federal com as grandes mídias sociais deve  ser efetuada, para que assim haja mais fiscalização diante das postagens e gradativamente o problema seja eliminado.