Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 01/08/2018
“As redes sociais deram vozes aos imbecis”. Umberto Eco refere-se como à acessibilidade as redes sociais permite que qualquer pessoa, portadora de conhecimento ou não, exponha sua opinião sem a menor necessidade de comprovação da veracidade destes fatos, que resultam na maioria das vezes nas Fake News. Diante disso, deve-se analisar como a própria população e os meios de comunicação contribuem para o disseminamento das destas na era da informação.
A população é uma das principais responsáveis pela criação e divulgação de boatos pela internet. Isso acontece devido a facilidade de compartilhamento nas redes sociais, transformando a internet em uma ferramenta perigosa. Mário Sérgio Cortella afirmou em uma entrevista “as pessoas não navegam na internet, elas naufragam”. Espalham noticias sem verificação e isso se propaga na velocidade da luz. E qualquer pessoa está sujeita a ser vítima deste mal, seja uma figura pública ou anônima. Exemplo disso foi o que ocorreu em 2014 na cidade litorânea Guarujá, localizada no estado de São Paulo. Uma dona de casa foi espancada até a morte devido a boatos de envolvimento em rituais de magia negra com crianças.
Atrelado a sociedade, nota-se ainda, que os meios de comunicação contribuem para a criação e divulgação de falsas notícias. Atualmente é comum ver sites e programas de televisão noticiando calúnias, influenciando a população.
Torna-se evidente, portanto, que a sociedade e os meios de comunicação em massa devem combater as Fake News. Em razão disso, o Governo Federal deve a fim de conscientizar, divulgar orientações nas mídias confiáveis, que expliquem como verificar a fonte das noticias e mostrar as consequências do compartilhamento de falsas noticias. Ademais, os poderes Legislativo e Executivo, devem criar e sancionar um projeto de lei que pune quem cria e compartilha essas notícias. Assim, a lei terá eficácia e as Fake News deixarão de fazer parte da era da informação.