Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 01/08/2018
Com a crescente expansão da globalização no século XXI, a internet tem se consolidado cada vez mais como um dos principais meios de propagação de notícias, sejam elas reais ou não. Sobre isso, discute-se frequentemente acerca dos perigos de notícias sensacionalistas e irreais copiosamente compartilhadas em redes sociais, em uma sociedade recém chegada ao mundo virtual.
É necessário ressaltar, antes de tudo, a imaturidade da sociedade contemporânea brasileira diante do correto e crítico uso das redes sociais e portais de notícias online. Sócrates, em sua teoria das três peneiras garante que uma informação só pode ser dada como verídica e coerente se passar pelas peneiras da verdade, bondade e necessidade. Entretanto, a verdade por muitas vezes não é questionada, fazendo com que as ditas Fake News sejam rapidamente propagadas por internautas que não analisam criticamente as informações apresentadas.
Sob essa ótica, é indubitável que a ausência de senso crítico representa um perigo iminente, pois, na conjuntura atual, as redes sociais exercem forte influência em questões políticas. Prova disso foi a Eleição de Donald Trump nos EUA, que supostamente conseguiu um avanço eleitoral favorecido por Fake News. Diante desse cenário, é visível que o método Cartesiano, o qual consiste na busca pelo saber inabalável através de questionamentos feitos em cima do conhecimento que se tem até então, é deixado de lado constantemente na era da Informação.
Infere-se, portanto, que é mister a ação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicações por meio de campanhas e tutoriais - amplamente divulgados em horários nobres dos canais abertos da TV - sobre como averiguar a veracidade das notícias, a fim de ratificar aos cidadãos a necessidade de um uso consciente e crítico do espaço virtual, para que a disseminação de notícias falsas seja diminuída e, consequentemente, seus efeitos na sociedade se tornem menos frequentes.