Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 31/07/2018
Desde da eclosão da Revolução Industrial, com a criação da energia a vapor no século XVIII e da energia elétrica no século XIX, a sociedade têm sofrido grandes avanços tecnológicos. Hodiernamente, tais progressos estão relacionados à robótica e às comunicações, com utilização da internet e das redes sociais. Entretanto, nota-se, que algumas pessoas acabam fazendo mau uso desses avanços, como por exemplo, compartilhando “fake news”. No Brasil, essas notícias são divulgadas principalmente por redes sociais, causando transtornos sociais e prejudicando a democracia, fator essencial para o desenvolvimento de um país. Portanto, medidas precisam ser tomadas para resolver o impasse.
Na década de 1930, Getúlio Vargas elaborou, junto ao exército, o Plano Cohen, um falso artigo com as premissas de que comunistas queriam desestabilizar a ordem e tomar posse do poder. A notícia foi disseminada, promovendo caos social, e usada pelo presidente para impor sua ditadura, de modo a manter a estabilidade. A partir disso, é notório que essas notícias falsas não é um problema atual.
Não obstante, a sociedade passou a ser regida pela era da pós-verdade, ou seja, para uma porção populacional, os fatos tornaram-se fluidos, as informações não precisam ser comprovadas, mas somente repercutidas para que haja aceitação. À vista disso, ocorre a formação de um “mercado de notícias”, indústrias elaboram notícias de cunho sensacionalista de modo a persuadir o leitor e esse disseminar informações e atingir o objetivo de expandir notícias falsas em escala global. Além disso, diante da consolidação de polarizações políticas, nota-se a retomada de articulações de regimes totalitários, já que muitos partidos passaram a manipular notícias para a propagação de ideologias, de modo a alienar a sociedade a aceitar determinado governo no poder, além de persuadir a população a repudiar outras formas de gestão inibindo a sociedade de formar suas próprias concepções.
Portanto, de modo a reduzir a incidência de notícias falsas, cabe ao Governo, por meio do Poder Legislativo, aprovar a lei que tramita na Câmara dos Deputados, que criminaliza a divulgação de notícias falsas, de modo que a sociedade seja privada de conviver com essas informações prejudiciais ao desenvolvimento social. Soma-se a isso a ação dos principais meios de divulgação dessas notícias na atualidade, como “facebook” e “google” juntarem-se aos setores de investigação para tirar do ar as principais páginas que utilizam a plataforma, visto que as redes sociais se tornaram local de intenso diálogo sobre as questões sociais.