Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 30/07/2018
No contexto social vigente, constata-se que grande parte da população brasileira tem acesso a um grande número de informações todos os dias, isso graças ao advento da internet. Se por um lado a internet possibilita uma maior propagação de notícias, por outro, torna-se cada vez mais difícil saber se as mesmas são verdadeiras ou não.
É relevante abordar primeiramente que as “fake news” (notícias falsas) são 70% mais compartilhadas que as noticias verdadeiras, e demoram cerca de 13 horas para serem desmentidas. Um caso recente é o da vereadora Marielle Franco que foi assassinada no Rio de Janeiro, após sua morte, começaram a circular nas redes sociais noticias falsas, que diziam entre outras coisas, que Marielle tinha envolvimemto com milicias. Inegavelmente constata-se que as redes socias tem um papel de destaque quando se trata de “fake news” levando em consideração o grande número de usuarios que possui e quantidade de informações que circulam por elas. Deve-se abordar ainda, o caso envolvendo as eleições americanas. Segundo a Cambridge Analytica, o Facebook fez uso indevido de informações de cerca de 87 milhões de usuários americanos, beneficiando assim a campanha de Donald Trump. No Brasil, as eleições para a presidencia da República ocorrerão em outubro, e o Tribunal Superior Eleitoral (Tse) decidiu liberar o impulsionamento de post nas redes sociais pelos candidatos durante as campanhas eleitorais, o que acarretará um grande número de “fake news”.
Torna-se evidente, portanto que as “fake news” carecem de um solução imediata. Desse modo é necessário que leis e penas mais severas sejam implantadas e cumpridas de fato. A demais, cabe as instituições como o Facebook e Google criarem políticas mais rigorosas com relação as informações criadas e compartilhadas, impedindo assim que “mentiras de pernas curtas” cheguem tão longe.