Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 30/07/2018

A era da pós-verdade

Com a modernização e os adventos do meio técnico-científico no período pós Segunda Guerra Mundial, tornou-se mais intenso o fluxo de informações e comunicação. No entanto, quando se observa a questão da propagação de notícias falsas em ambientes virtuais, no Brasil, hodiernamente, verifica-se o quanto este mundo globalizado está despreparado com tal problemática, visto que a mesma pode ser prejudicial para o desenvolvimento social do país. Nesse sentido, convém analisar as principais consequências da proliferação de conteúdos com veracidade duvidosa nos meios de comunicação.

É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que a sociedade passou a ser regida pela era da pós-verdade, pois torna-se fácil constatar pelos veículos midiáticos, que para uma parcela populacional, os fatos tornaram-se fluidos, as informações não precisam ser de fato comprovadas, sendo assim, somente repercutidas para que haja aceitação, rompendo a harmonia supracitada, haja vista que criou-se uma “indústria de notícias”, proliferando notícias de cunho sensacionalista de modo a tentar persuadir os leitores e disseminar a expansão de notícias falsas em diversos meios.

Outrossim, destaca-se o despreparo do mundo globalizado como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotado de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que houve uma retomada de regimes que passaram à propagar essas notícias, de modo a alienar indivíduos para que aceitem determinada ideologia ou governo, coibindo a sociedade de formar suas próprias concepções.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo mais sensato. Destarte, o governo deve encontrar meios de averiguar notícias espalhadas na mídia, promovendo, de certa forma, um ceticismo nos leitores quanto ao que se atribui aos veículos de informação. Pois como dizia Paulo Freire, a educação muda as pessoas, e as pessoas transformam o mundo. Logo, o Ministério da Educação(MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas a fim de que o tecido social se desprenda do midiatismo, para que não vire a realidade das sombras, assim como na alegoria da Caverna de Platão.