Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 29/07/2018
“Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade.” Atribuiu-se esta frase a Paul Joseph, ministro da Propaganda de Adolf Hitler na Alemanha Nazista. Desde os primórdios da humanidade, a mentira tem sido uma das mais poderosas armas utilizadas para as mais diversas finalidades e a maioria destas nunca foram ou são voltadas para o bem coletivo ou prezaram por um final feliz.
Com o passar do tempo e evolução das mídias, a mentira encontrou na internet um canteiro fértil e mais que perfeito para lançar suas mais profundas e obscuras raízes. A fotografia é manipulável. As palavras, mais facilmente ainda. Juntas, suas potências desdobram, e quanto mais rápida for a reprodutibilidade do conteúdo, maiores as chances de atingir seus objetivos. Memes, vídeos, músicas. Os recursos áudio visuais em mãos erradas já demostram suas eficácias em nossa história.
Similarmente, as Fakes News são informações falsas – ou modificadas – veiculadas na internet com o propósito de manipular pessoas e eventos. Elas também estão ligadas ao sensacionalismo, que visa chamar a atenção e obter “curtidas” para gerar lucros. Isso mostra que a repercussão de uma notícia enganosa pode atingir várias pessoas em poucos minutos e acarrear prejuízos morais e até mesmo financeiros. Muita gente acredita que os informes ardilosos prejudicam apenas pessoas públicas, mas isso não é uma regra. Igualmente, é o caso de uma mulher em São Paulo que foi espancada até a morte, depois de acusada de sequestrar e matar crianças para fazer magia negra. Os boatos associavam seu nome e imagem ao crime e só após sua morte a verdade apareceu. Outro dado envolvendo Fake News foi o caso da vereadora Marielle Franco, que teve seu nome vinculado à mente com intuito de desqualificar sua imagem. Uma das notícias foi de que ela seria casada com um traficante das maiores facções criminosa do país, o Comando Vermelho.
Em síntese, de modo a reduzir a incidência de notícias falsas, cabe ao Governo por meio do poder legislativo, aprovar a lei que tramita na Câmara dos Deputados, que criminaliza a divulgação de rumores, de modo que a sociedade seja privada de conviver com essas informações prejudiciais ao desenvolvimento social. Soma-se a isso a ação dos principais meios de divulgação dessas notas na atualidade, como “Facebook” e “Google” juntarem-se aos setores de investigação para tirar do ar as principais páginas que utilizarem a plataforma para divulgar, visto que as redes sociais se tornaram ágora da sociedade, ou seja, local de intenso diálogo. Além disso, cabe ao setor midiático promover propagandas de cunho educativo, auxiliando a população no reconhecimento dessas farsas, de modo a reduzir o compartilhamento dessas no âmbito social.