Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 27/07/2018
A liberdade de expressão e de imprensa são direitos conquistados desde a declaração dos direitos do homem e do cidadão, documento culminante da Revolução Francesa. Tais direitos são imprescindíveis no exercício da democracia, pois garante a informação dos fatos à população. Ultimamente, entretanto, o surgimento e a propagação de notícias falsas, tendenciosas e maliciosas, as chamadas “Fake News”, vem atacando a democracia, além de difamar e destruir vidas através da desinformação.
Acima de tudo, a facilidade de criação e divulgação das notícias falsas, aliada à falta de intervenção e punição aos responsáveis, as torna uma perigosa ferramenta de manipulação de massas. Segundo reportagem da revista Forbes, as “Fake News” foram amplamente utilizadas durante a candidatura de Donald Trump nas eleições estadunidenses de 2016, com o intuito de denegrir a imagem de Hillary Clinton, sua concorrente. Assim sendo, essas ações de autoria desconhecida interferiram de forma anti-ética e anti-democrática para promover a eleição do atual presidente americano.
Além disso, a falta de atenção e senso crítico das pessoas permite que elas aceitem qualquer notícia, por mais absurda que seja, como uma verdade incondicional. A exemplo do caso ocorrido em Guarujá, no estado de São Paulo, onde boatos divulgados na internet levaram moradores a espancar a dona de casa Fabiane Maria de Jesus até a morte. De fato, a ampla abrangência desse tipo de notícia falsa, através das redes sociais, traz grandes riscos à sociedade como um todo.
Devemos, portanto, minimizar os impactos das “Fake News” e garantir o direito à informação correta da população. Para tanto, as agências de inteligência do Governo devem incentivar e facilitar as denúncias desse tipo de prática pelos usuários das redes sociais e criar um canal específico para elas. Com isso, eles poderão rastrear as fontes de tais notícias e trazer os responsáveis à justiça, que deverá aplicar penas mais severas para esses casos. Por outro lado, as escolas devem desenvolver o senso crítico dos seus alunos através da educação e, junto da mídia, alertar a população sobre quais tipos de notícias são confiáveis. Essas medidas podem ser realizadas ao ministrar palestras e abordar o tema nos telejornais, além de exemplificar quais são os veículos de informação conceituados. Desse modo, garantiremos o direito à imprensa legítima e evitaremos a desinformação e o ataque à democracia.