Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 26/07/2018
É fato público e notório que com o advento da globalização e o avanço da tecnologia, a informação ganhou espaço no cotidiano dos brasileiros de forma mais célere. Entretanto, apesar desse grande benefício, a propagação das Fake News, mostra-se como um incontestável retrocesso alicerçado na negligência do Estado e da população. Logo, poder público e coletividade devem unir forças para combater esse mal da atualidade.
Os perigos inerentes a divulgação das notícias falsas perpassam pelo posicionamento passivo do governo brasileiro em relação à temática. Apesar de o ato de provocar alarme através de mensagens está previsto na lei das Contravenções Penais, a União nada faz para inibir ou extinguir tais práticas. Isso denota que a probabilidade da população ser enganada por Fake News tende a aumentar, uma vez que o acesso à informação expandiu e o Estado, enquanto mantenedor da ordem social, se omite perante essa realidade. Dessa forma, é importante que o Governo atue com mais rigor, visto que a existência de leis inócuas de nada valem.
O comportamento displicente da sociedade civil, me repassar notícias falsas, é também um agravante. A prova disso está na história da grávida de Taubaté, que ao alegar estar grávida de quadrigêmeos, gerou comoção nacional e arrecadou donativos em todo país, mesmo não existindo gravidez alguma, valendo-se do apenas do compartilhamento, feito pelos internautas, dessa Fake news. Nesse contexto, deve-se ressaltar a grande relevância que tem o ato de verificar a veracidade de qualquer notícia antes de repassar. Portanto, é inadmissível que no cenário da informação, a irresponsabilidade e o descuido ainda sejam as marcas da população.
Por tudo isso, torna-se pertinente propor medidas que atenue os perigos das Fake News. Para tanto, é imprescindível que o Governo Federal faça valer a lei das Contravenções penais, propondo penas alternativas, como retratação pública, aos criadores de notícias falsas. Em paralelo a isso, faz-se necessário que as escolas, enquanto formadoras de opinião, invista na educação digital, através de palestras, de rodas de conversa e de cartilhas que divulguem e debatam amplamente as maneiras de identificar boatos, sobretudo na internet. Ademais, é fundamental que a grande mídia, inclusive as redes sociais, desenvolva campanhas publicitárias objetivando alertar a sociedade do perigo de propagar inverdades. Em suma, no que tange ao paradoxo de avanço e retrocesso que permeia a era da informação é imperativo a participação conjunta de todos os atores sociais.