Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 27/07/2018
Em 1969 quando o homem pisou na lua, rumores controversos já proliferavam-se, ou seja, hipóteses de que a Missão Apolo nunca esteve na lua. Outrossim, as notícias falsas que existiam antes, são corriqueiras atualmente e denominadas “fake news”. No entanto, as diversas notícias não possuem fontes confiáveis, e a falta de fiscalização e filtros, por parte dos internautas e administradores virtuais, ocasionam danos à sociedade e devem ser combatidas.
Mormente, vale salientar que as redes sociais são as principais ferramentas para a proliferação das “fake news”. Assim, indivíduos passam a publicar imagens, notícias e textos, para que atinja o maior público possível. Nessa perspectiva, é notório que a propagação das notícias é pertinente quando pessoas, as quais possuem as mesmas ideologias e posicionamentos, sejam eles políticos ou religiosos, buscam ratificar suas opiniões, encontrando nas publicações o melhor meio de argumentar com o outro. Contudo, parte das notícias são sensacionalistas e não possuem fonte confiável, a qual pode prejudicar e constranger determinados grupos de pessoas que comungam da veracidade, tornando-se vítimas da deturpação dos fatos. Dessarte, percebe-se a necessidade de fiscalização constante no mundo virtual para combater noticias falaciosas.
Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, na era da informação a invisibilidade é equivalente a morte. Nessa acepção, há por parte dos blogueiros e internautas, a necessidade de manter-se visível, com postagens que rendam e atinjam o público-alvo, a fim de que viralize e discuta-se veemente assuntos, ora esquecidos pela mídia televisiva. De encontro ao problema gerado pelas notícias falsas, empresas como o YouTube passou a priorizar vídeos vindos de jornais credenciados toda vez que alguém pesquisa. Desse modo, o controle preciso, permite que o público tenha o senso crítico de selecionar informações que conduzam a uma argumentação concreta.
Infere-se, portanto, como a falta de fiscalização e filtros, no ambiente virtual, é prejudicial a diversos grupos sociais e à criticidade da sociedade. Logo, cabe ao Ministério Público junto a empresas responsáveis pelas redes sociais, aplicar as leis que regularizem as notícias que circulam. Ao MPU cabe emitir uma nota, via redes sociais, deixando claro o veto a notícias falsas e tendenciosas desde quando seja analisada a fonte das manchetes, enquanto fiscalizadores virtuais, a partir das empresas, analisariam os conteúdos viralizados e de cunho pejorativo, repassando ao Ministério Público, a fim de evitar as “fake news”. Assim, as notícias falsas serão equacionada e a criticidade evitará danos à sociedade.