Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 25/07/2018
Desde os processos denominados “revoluções industriais” e a ascensão do capitalismo, o mundo vem, priorizando produtos e mercado em detrimento de valores humanos essenciais. Ao se pensar a respeito de alternativas para combater os perigos das fakes news, é possível afirmar que não é uma invenção atual. A problemática permanece ligada à realidade do país, seja pela ineficiência das leis, seja pela conflito social. Nesse sentido, convém analisar as principais consequências de tal conduta para a sociedade.
Torna-se irrefutável que a questão constitucional esteja entre as principais causas do problema. Segundo filosofo grego Aristóteles, a política deve ser usada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a falta de punição limita essa harmonia, a exemplo, com os avanços tecnológicos, especificamente, a começar pela Terceira Revolução Industrial, a disseminação de informação tem sido incontrolável, inevitavelmente notícias verídicas e falsas são disseminadas mundo a fora. Toda via, neste espalhar de notícias, muitas acabam sendo falsas, sem nenhuma vigilância efetiva, fazendo assim com o país seja posto em risco.
Desse modo, não apenas a inexistência de penalidades, como também as desavenças sociais, como impulsionador do problema, é um fator importante para a reflexão. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade. Acompanhando essa linha de pensamento, observa-se que, no ano de 2014, uma notícia que repercutiu mundialmente, foi o caso de uma dona de casa, morta por moradores que supostamente achavam que ela praticava magia negra contra crianças. Portanto, fica evidente que as fake news são espalhadas pela população sem nenhum, embasamento comprovado, acarretando em brigas, fofocas e até mesmo mortes.
É notório, à vista disso, que ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, o Poder Judiciário, aliadado com a Polícia Civil deve intensificar a verificação e punição de sites, jornais e revistas que façam o uso das fakes news, para assim, promover o bem estar social. Convém lembrar, como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas e, essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir à sociedade civil, como familiares, estudantes, palestras de núcleos culturais gratuitos em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam a importância de verificar as fontes das notícias, e como fazer para descobrir sua verdadeira origem. Dessa forma, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus e que não caminhe para um futuro degradante.