Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 25/07/2018
Segundo o Filósofo Michel Foucault, “Precisamos resolver nossos monstros secretos, nossas feridas clandestinas, nossa insanidade oculta.” De forma análoga a esta perspectiva, a disseminação das Fake News comporta-se como uma insanidade oculta na qual o indivíduo é insano ao ponto de não medir as consequências de tal ato. Sendo assim, medidas são necessárias para conter esse mal.
Em primeira instância, é importante pontuar que desde a mais primitiva estrutura social como as tribos, termo originalmente empregado para designar cada uma das divisões da Roma Antiga, sempre houve aqueles que deturpam os preceitos seguidos pela maioria. Logo, os que comungam a idéia de ética e moral criam mecanismos como leis que tornam a comunidade funcional. A partir deste montante, a impunidade em relação às pessoas que inventam e publicam boatos tem sido causa majoritária para a continuidade dessa prática.
Consequentemente, nessa insanidade a qual Foucault faz referência, indivíduos são popularmente condenados todos os dias por uma sociedade que não averigua a veracidade das informações recebidas como, por exemplo, no caso do cantor Pabllo Vittar que foi caluniado nas redes sociais de receber cinco milhões da Lei Rouanet. Ademais, depois de difundidas, há uma grande dificuldade por parte dos envolvidos em desmentir essas notícias, o que resulta em sérios problemas como perda de amigos, emprego e até da dignidade frente à população.
Em síntese, as Fake News na era das informações devem ser combatidas. Para isso, portanto, é necessário que o Estado, através do Legislativo, crie leis específicas que possibilitem o enfraquecimento dessa prática a exemplo da penalidade de reclusão carcerária e pagamento de multas. Desse modo, o alastramento de tais falácias será minimizado e a população melhor amparada no que tange à essa questão.