Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 24/07/2018
Com o início da Revolução Tecnocientífica, após a II Guerra Mundial, o acesso à informação começa a ficar mais fácil. A popularização da internet, no século XXI, fortaleceu uma rede onde a criação de notícias era universal, ou seja, qualquer pessoa poderia criar conteúdo, sem a confirmação de sua veracidade. Doravante, surge este fenômeno recente chamado de “Fake News”.
A carência de censo crítico das massas contribui para a problemática. O povo, ou boa parte dele, não procura saber se uma informação é verdadeira e as compartilham com o objetivo de fazer uma boa ação; Contudo, isso pode gerar consequências devastadoras, haja vista que, não só gera desinformação tremenda, mas também pode acarretar em crimes de ódio. Uma vítima é Carlos Luiz, um serralheiro que passou a receber ameaças após um boato de estupro envolvendo ele “viralizar” (De acordo com o G1).
Outrossim, destaca-se como uma pedra no caminho a ineficiência dos veículos educativos. Segundo o filósofo espanhol José Ortega, " Se ensinares, ensina ao mesmo tempo a duvidar daquilo que estás a ensinar". Com base no autor, nota-se que a escola e a mídia não cumprem seu papel de conscientização, considerando que não existem discussões sobre a internet na escola nem uma grande divulgação midiática sobre os perigos de seu uso.
Doravante, mudanças precisam ser feitas para a consolidação de uma sociedade mais crítica. O Poder Legislativo deve criar, em nível federal, uma lei que obrigue a inserção de uma nova disciplina escolar, com o nome de “Perigos da web” . A Prefeitura de cada cidade, sob o jugo do Governo de cada estado, deve aplicar as novas normas e, com o apoio da mídia, organizar propagandas e palestras sobre os problemas da internet na modernidade. Com isso, dar-se-á um povo mais preparado para a era da informação.