Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 24/07/2018
Viralizou
O método científico de obtenção de fatos, apesar de ter grande influência sobre a Humanidade, não é uma tônica no pensamento cotidiano. Dessa forma, o ser humano conviveu, ao longo dos séculos, com boatos, superstições e crenças. Porém, atualmente, a velocidade e o alcance da propagação de informações, nem sempre verdadeiras, propiciadas pela consolidação da Revolução Técnica Informacional, estão colocando em risco a segurança da sociedade.
Da mesma forma que o descuido higiênico pode propagar doenças infecto contagiosas, a falta de compromisso com a veracidade de conteúdos veiculados na internet e a impulsividade no compartilhamento estão contaminando as redes com as chamadas ’’ Fake News’’. Além disso, o teor sensacionalista, revestido pelo formato noticiário, confere a tais informações um caráter verossímil, ludibriando o consumidor de tais informações.
Porém, os riscos à saúde social de tais compartilhamentos são enormes. Durante a Inquisição Católica do século XVII e XVIII, muitas mulheres foram presas ou mortas por boatos. Acusavam-nas de bruxaria ou heresia, e isso bastava para sua condenação. Da mesma maneira, muitas pessoas estão sendo linchadas ou humilhadas publicamente por conta das ’’ Fake News’’. Esse fenômeno, além de prejudicar indivíduos, atingiu tamanha proporção que o atual Governo norte americano está sendo acusado de ter propagado notícias falsas durante a campanha presidencial. O que prova a complexidade e necessidade de se pensar em políticas públicas que amenizem o impacto das ’’ Fake News''
Portanto, é imprescindível a constatação por parte das autoridades jurídicas acerca do iminente perigo motivado pela irresponsabilidade nas redes. Assim, cabe ao Estado brasileiro um esforço, utilizando a Polícia Federal e a Ordem dos Advogados no sentido de mapear e fiscalizar casos de notícias falsas que ’’ viralizaram ‘’, para punir quem publicou e avisar a população sobre as inverdades divulgadas, a fim de diminuir os possíveis danos causados. Além disso, é preciso que a sociedade reflita e assenhore-se dos processos virtuais, levando a cabo profundas pesquisas acerca dos conteúdos disponíveis antes de compartilha-los. Nesse sentido, a sociedade brasileira estará mais segura, principalmente no âmbito da justiça.