Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 27/07/2018
Poder, dinheiro e mentiras
Para Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Hitler, “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”. Notícias falsas são usadas como arma política, com o propósito de manipular a opinião pública através da desinformação, e, lucrar financeiramente.
O termo “fake news”, importado da língua inglesa se refere a notícias falsas compartilhadas em jornais, revistas, televisões, rádios, entre outros. Entretanto, nos últimos 2 anos essa expressão foi popularmente usada por políticos, personalidades e instituições, com o intuito de desacreditar críticas feitas a elas por jornalistas. Essa prática tem como objetivo desviar de potenciais polêmicas e evitar responder sérias investigações.
A disseminação de notícias falsas em uma era marcada pelo avanço tecnológico se tornou uma prática fácil e comum. De acordo com um estudo recente, realizado pela revista Science, as informações falsas ganham o espaço da internet de forma mais rápida, profunda e abrangente que as informações verdadeiras. Conforme os dados, “fake news” têm mais de 70% mais chance de viralizar.
Produtores de “fake news” têm lucrado com a divulgação de informações inverídicas na internet. Para conseguir lucro online, é preciso somente incorporar plug-ins de propaganda à programação do site, pois quanto maior for a audiência, maior será a arrecadação. O compartilhamento dessas notícias acontece por meio das redes sociais, anúncios pagos, pessoas e perfis falsos.
Como resultado da desinformação gerada por informação, podemos desacreditar de notícias verdadeiras. Logo, é preciso que a sociedade desenvolva uma consciência crítica do que lê, através da checagem de fatos e verificação da fonte, afim de evitar o compartilhamento de notícias falsas. Segundo Friedrich Nietzsche, “não há fatos, apenas interpretações”, mostrando a importância da ponderação que devemos ter ao ler uma notícia.