Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 20/10/2018
.Conforme afirmou o ministro de propaganda nazista de Adolf Hitler: " Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade." Hodiernamente, no Brasil, o compartilhamento de notícias falsas é uma prática comum. Nesse viés, a falha na aplicação da Constituição culmina em impactos negativos a diversas áreas da sociedade. Logo, combater a propagação das “fake news” é um dos principais desafios contemporâneos.
A princípio, a Constituição Federal Brasileira garante a integridade física e psicológica dos cidadãos e tipifica como crime atos de calúnia, injúria e difamação. Entretanto, segundo o Relatório Digital de Segurança cerca de 9 milhões de brasileiros foram impactadas por notícias falsas no primeiro trimestre de 2018. Por essa ótica, nota-se que a lei não é cumprida na prática.
Outrossim, cabe ressaltar que o advento da internet e das mídias sociais propiciaram a divulgação de boatos com maior velocidade e abrangência. Diante disso, além de comprometer direitos civis, as notícias falsas também causam prejuízos a áreas como a política, segurança e saúde. Entre os exemplos das inverdades difundidas, está a que o médico Dráuzio Varella desaconselhava as mulheres a realizar os exames preventivos de câncer de mama, gerando assim, grande dano a saúde pública.
Dessa forma, medidas são necessárias para amenizar o problema. É preciso que o Ministério Público em conjunto com as Empresas de mídias sociais, façam campanhas intensivas de investigação e punição de quem divulga boatos na internet, a fim de coibir essa prática. Além disso, é preciso que o Ministério da Educação, capacite os professores através de cursos a distância, para implementar o debate sobre o tema nas salas de aulas, com o objetivo de instruir os alunos e tornar cidadãos mais analíticos. Também, é preciso que a Mídia divulgue campanhas alertando a população sobre a questão. Assim, obtém-se a perspectiva de atenuar a problemática.