Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 17/07/2018
No mundo atual, buscar e compartilhar notícias se tornou algo muito simples e acessível, principalmente por causa da internet. Mas, junto com a facilidade, vem também a vulnerabilidade dessas informações, já que por lógica, quanto maior o número de dados, mais difícil se torna a fiscalização, o que abre espaço para as famosas fakes news - que vale ressaltar que grande parte dos casos ocorrem nas redes sociais - que são inverdades com o único intuito de polemizar, acometendo problemas no mundo real, em diferentes áreas, como: saúde, política e etc.
É interessante ressaltar que as fakes news atuais já não são mais iguais à de tempos atrás, pois hoje já contam com empresas especializadas para criação, publicação e compartilhamento, que utilizam de recursos manipulados como vídeos e imagens para convencer ainda mais o leitor. Um episódio lamentável ocorrido em 2017 que utilizou de tais recursos, foi a publicação, irresponsável, de informações falsas, que falavam sobre a transmissão da febre amarela do macaco para o homem. O que acarretou na morte de milhares de animais, afetando a fauna e ainda trazendo problemas na identificação da proliferação da doença, visto que o macaco tem a função de informar as áreas afetadas, sendo tão vítimas quanto o ser humano, e não de transmitir.
Além de casos envolvendo problemas de saúde pública, existem também os ligados a política, que são os mais comuns, por conta da disputa partidária existente no país, que levam os políticos à atacarem seus opositores de qualquer forma, inclusive publicando e compartilhando falsidades sobre diversos temas. Um exemplo bastante interessante a citar foi o caso da ex-vereadora Marielle Franco, do PSol, que morreu no ano de 2018 e que mesmo após a sua morte, teve seu nome atrelado a histórias falsas, que sujaram e difamaram sua imagem e de toda sua família, transmitindo ainda mais formas de intolerância e revolta, que atrasam de forma considerável o desenvolvimento social e político de todo um país.
Dessa forma, para que a incidência de casos como esses diminuam, é necessário investir na educação virtual dos internautas. Oferecendo-lhes conhecimento suficiente para conhecer uma fake news, e apresentando a importância de pesquisar as fontes. Para isso, pode ser utilizado as próprias redes sociais, como já fazem, mas com um rigor muito maior, com publicidades que discutam sobre isso, podendo utilizar até mesmo outros meios de comunicação, como televisão e rádio. Além de ainda ser interessante a intervenção de grandes veículos de notícia, como o caso do G1, que disponibilizou em seu portal uma aba onde organizou as noticias mais lidas e compartilhadas nas redes sociais, mostrando se elas são verdades ou não. Além, ainda, de deixar aberto para participação dos leitores.