Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 16/07/2018
Ainda durante a 2° Guerra Mundial,o marqueteiro de Hitler já afirmava que uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade.Sob esse prisma,vê-se que o processo de veiculação de notícias tendenciosas não tem sua gênese num período recente,permanecendo como uma patologia atual,chamada hoje de fenômeno das “fake news”.Essa mazela,que possui fins econômicos e políticos,principalmente,é nutrida pelo rápido processo de divulgação virtual, pela ausência de senso crítico de grande parte da população e pelo déficit legislativo e educacional, no que concerne à repressão do fato e ao manuseio do tema em meio à sociedade, uma mácula a ser combatida, visto que fere a democracia.
De fato,a propagação de notícias falsas tem sido uma problemática de enorme abrangência, posto que, com o advento da globalização,o alcance da informação foi dilatado,sendo a imersão em redes sociais uma tarefa cada vez mais prática.Desse modo,apesar de contraditoriamente democrático, o fato de qualquer indivíduo poder ser,simultaneamente,fonte e receptor de falsos informes é potencializado como um risco global. Ademais,conforme dados da Revista Galileu, notícias falsas são 70% mais compartilhadas do que as verdadeiras,o que exibe uma lacuna na educação digital de muitas nações, haja vista a falta de prudência populacional ao disseminar notícias sem checar a veracidade dessas.
Outrossim,são insuficientes os aparatos judiciários que previnem e repudiam a manipulação de notícias,sistemática sacral para muitos grupos jornalísticos,que fazem uso de manchetes sensacionalistas a fim de capitalizar seus sites,formulando uma reação em cadeia de acessos e compartilhamentos múltiplos.Além disso,o fenômeno das “fake news” pode ser pautado como uma iminente arma para alienação política, conforme visto nos relatos,segundo a revista Carta Capital,de vários ativistas e jornalistas sírios expulsos do país por publicarem a verdade sobre a guerra na Síria,o que induz a sociedade a seguir a opinião do poder dominante e inibir suas concepções individuais.
Portanto,com o fito de não fazer jus ao pensamento do ministro da propaganda de Hitler,é vital que exista uma massiva política de educação digital,com campanhas de conscientização englobando do público pueril ao senil,com palestras em escolas e centros públicos,as quais devem alertar a população acerca da cautela necessária na rede e dos procedimentos que ajudem a reconhecer “fake news”. Ademais,deve existir parceria entre redes sociais e a justiça,com mecanismos de denúncia e punição a falsos noticiadores,urgindo que seja tipificada como crime,em todos os países,a veiculação de notícias falsas.Além disso, a criação de agências de “fact check”(checagem de fatos) deve ser impulsionada pelos Ministérios de Tecnologia e Informação das nações,a fim de retificar e anular as falácias disseminadas virtualmente e imunizar a sociedade da supressão opinativa política,principalmente.