Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 16/07/2018
A disseminação de notícias falsas não é uma novidade do século XXI, na década de 1930, a exposição do Plano Cohen supostamente arquitetado pelos comunistas para tomarem o poder possibilitou o início da ditadura varguista. Com a internet, no entanto, a divulgação é instantânea e potencialmente global, por isso é importante discutir a responsabilidade sobre as fake news e seu prejuízo para a vida das pessoas.
A web tornou-se a grande provedora de informação para a população, todavia, através da rede, os cidadãos não são apenas consumidores, mas têm a possibilidade de serem produtores de conteúdo com a potencialidade de falar com milhares pelo mundo. Nesse contexto, as comunicações mentirosas causam impactos, na medida em que ajudam outros a construir ou reforçar opiniões. Muitos problemas podem ser evitados se usarmos o ensinamento de Aristóteles que afirmou “O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete.”
Ainda que a liberdade de expressão seja um direito fundamental protegido pela Constituição Federal a livre manifestação não é isenta de consequências e essas, quando danosas, precisam ser evitadas. Embora as redes sociais tenham dado voz ao cidadão comum houve, contudo, a banalização do ato de compartilhar, já que, ao receber uma informação as pessoas têm urgência em influenciar os outros, sem se preocupar em checar a matéria passada, é a chamada pós-verdade. Nessa perspectiva, compartilhar faz do indivíduo corresponsável pelo conteúdo.
Para reduzir, portanto, os perigos das fake news é preciso que o Governo Federal financie uma campanha que aborde o tema da educação digital com linguagem focada nos diversos grupos da sociedade, a fim de evidenciar os efeitos das notícias falsas e ajudar os cidadãos a identificá-las. Servindo, desta forma, como apoio para que o tópico seja inserido em debates nas escolas e sindicatos. Todavia, urge uma vigilância constante, por isso é preciso apoiar projetos como o Comprova, que fará a verificação das notícias durante as eleições de 2018, para que sejam permanentes.