Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 15/07/2018
“Fake news” é um nome novo dado a uma prática antiga, que somente foi amplificada com o avanço da tecnologia. Tem-se como exemplo a morte de Sócrates, o qual foi caluniado e julgado pelo povo por atos irregulares, simplesmente por defender a verdade. Analogamente, condutas como essa ainda existem, devido aos perigos ocasionados pela falta de educação digital, os quais podem afetar tanto a política do país como o indivíduo em si.
Na era da pós-verdade, em que a premissa válida é a que está de acordo com os seus valores, quem reina são os “neosofistas” com seus discursos persuasivos – deixando a verdade de lado. Esse hábito exercido por certas pessoas, no século XXI, pode denegrir a imagem de outros indivíduos – principalmente figuras públicas – modificando a credibilidade desses. Isso influencia, diretamente, nas decisões políticas do país, como ocorreu na eleição de Trump, na qual a imagem de sua opositora – Hillary – foi desacreditada, por meio de boatos.
Em contrapartida a esse cenário, Descartes, no seu método cartesiano, dizia para não acreditar em todas as informações que chegam. Sendo assim, as pessoas deveriam ser críticas em relação às notícias que são apresentadas. Pois, dados do Instituto Reuters mostram que 72% dos brasileiros informam-se pela internet, em detrimento da tv. Isso pode ser um problema em relação aos seres caluniados – mediante tantos espectadores. Porque essa conduta pode gerar agressões e até homicídios por parte da população contra o injustiçado.
Torna-se evidente, portanto, a problemática relacionada às notícias deturpadas no meio social. A mídia como um todo, primeiramente, precisa recuperar sua credibilidade como veículo de informação populacional, cumprindo seu papel como uma discernidora das notícias verdadeiras – como faz o quadro do Fantástico sobre verdades e mentiras – informando, desse modo, a audiência sobre os riscos de se divulgar notícias falsas. Ademais, o Ministério das Comunicações deve promover campanhas de caráter educacional, buscando educar todas as camadas sociais em relação ao comportamento no mundo digital, por meio de exemplos lúdicos proporcionados na mídia. Com a finalidade de evitar que pessoas sejam caluniadas, injustiçadas e possivelmente agredidas por outros cidadãos.