Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 13/07/2018

É de conhecimento geral que, atualmente, a divulgação de notícias falsas é um dos problemas mais evidentes na sociedade brasileira. É mediante tal questão que muitas pessoas são enganadas ou sofrem difamações e calúnias. Nesse contexto, é indispensável salientar que a grande dimensão que essas informações alcançam está entre as causas da problemática, haja vista que as “fake news” - notícia falsa em língua inglesa - aparentam ser verdadeiras e, por conseguinte, são compartilhadas em massa nas redes de comunicação. Diante disso, vale discutir a proporção que esse tipo de mensagem pode receber e a importância da educação para o desenvolvimento do país, bem como a atuação do Estado de modo a tentar solucionar tal impasse.

Em primeiro plano, analisa-se que a divulgação de “fake news” não é uma invenção do século XXI. No fim da década de 1930, o governo de Getúlio Vargas utilizou desse artifício para dar um golpe de Estado e permanecer no poder. De maneira análoga, o Departamento de Imprensa e Propaganda do regime vigente acusou a oposição de planejar a implementação do regime comunista no Brasil, o que gerou uma grande convulsão no país. Seguindo essa linha de raciocínio, o sociólogo Roberto DaMatta sustenta a ideia de que a propagação de notícias falsas criou um mercado extremamente lucrativo, no qual a veridicidade das informações não é levada em consideração e a monetização é proporcional ao número de visualizações que a mensagem consegue obter. Dessa forma, é possível perceber que por falta de fiscalização pública, a divulgação de notícias falsas está amplamente difundida no Brasil.

Outro ponto em destaque nessa temática é a relevância da educação para o desenvolvimento da nação. Nesse sentido, o educador Paulo Freire defende o pensamento de que se a educação não pode transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Contrariando esse conceito, nota-se que a população brasileira ainda não está esclarecida sobre as medidas de diferenciação entre as notícias que são verdadeiras ou falsas, o que corrobora para a continuação da problemática. Um exemplo que ratifica essa ideia aconteceu na cidade de São Paulo, onde uma jovem - vítima de calúnia - foi assassinada, sendo acusada de fazer rituais de magia negra com crianças. Sendo assim, surge a necessidade de revisar a função do Estado frente a esse imbróglio.

Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para diminuir a circulação de “fake news”. Cabe ao Congresso Nacional criar um projeto de lei para criminalizar a divulgação de notícias falsas, de modo que quem descumprir tal código será penalizado em dois anos de detenção, além de ter a conta ou grupo banida na rede social. Com isso, o número de informações inverídicas será abruptamente diminuído. Com tais medidas, o Brasil construirá caminhos seguros para a difusão da verdade.