Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 13/07/2018

Desde a invenção das redes sociais, as “fake news” poderiam ser facilmente criadas e espalhadas. Porém, o que antes era fácil agora tornou-se rotineiro, visto que é cada vez mais comum encontrar notícias enganosas sendo cultivadas. Fruto da era da informação, as “fake news” podem causar problemas diversos, como a desinformação ou até mesmo a violência.

Em uma cultura alienada com base no “ouvi dizer”, sem qualquer preocupação com a veracidade, a desinformação do indivíduo é espontânea. A aldeia global, destacada pelo filósofo canadense Mcluhan, contribui ainda mais para essa questão, visto que a partir dela que a velocidade das informações crescem e as fronteiras entres essas desaparecem. Dessa forma, as notícias espalham-se instantaneamente sendo verdadeiras ou não.

Além disso, as “fake news” carregam junto de si um perigo imenso: uma possível violência gerada a partir da intensidade da notícia. Assim foi com uma dona de casa que foi acusada erroneamente de magia negra e morta pelos moradores de seu próprio bairro em São Paulo. Isso ocorre, de acordo com Weber, quando o estado não tem o monopólio da violência, o que gera distorções no bom convívio social entre os grupos. Assim, o que aparenta ser uma simples notícia pode levar até mesmo ao homicídio.

Fica evidente, portanto, que as “fake news” originam até mesmo consequências irreversíveis, mas que podem ser evitadas por meio de algumas medidas. Primeiramente, é preciso que as grandes mídias, como a televisão e jornais, ajam como um cão de guarda, ou seja, alertando e se posicionando contra aquelas notícias falsas, levando a população apenas as notícias verdadeiras e com base empírica. Além disso, é preciso maior participação da polícia civil na investigação de notícias “de bairro”, que são aquelas criadas boca a boca e que facilmente ganham apoio ou repulsa da comunidade local. Dessa forma, os perigos das “fake news” podem ser minimizados e caminharem à inexistência.