Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 11/07/2018

Segundo o filósofo alemão Hans Jonas: “se o homem pode prever as consequências de seu comportamento, deveria corrigi-lo antes de qualquer prejuízo”. Nessa perspectiva, é válido refletir acerta dos perigos das “Fake News” na era da informação. Sendo assim, as redes sociais são um fator que contribui para a problemática em questão, e a falta de esclarecimento acaba sendo um resultado disso.

De início,  convém analisar que as redes sociais, como o “Facebook”, são um forte meio de disseminação de notícias falsas. Isso pode ser comprovado por conta da tamanha liberdade que os usuários das redes têm de propagar informações sem a veracidade comprovada. Assim, as pessoas acabam recebendo e repassando informações, as quais podem acarretar ainda mais problemas.

Ademais, mas não menos importante, convém inferir: a falta de esclarecimento gerada pela disseminação das “Fake News” aliena os leitores de tais notícias.  Segundo Immanuel Kant, a menoridade é a incapacidade de o indivíduo fazer o uso de seu entendimento autonomamente. Logo, ao ler e perpetuar o ciclo de propagação de notícias falsas, o usuário estará agindo irracionalmente perante aquilo que desconhece, de forma a prolongar a existência dessas “Fake News”.

Portanto, com a finalidade de atenuar os perigos das “Fake News” na era da informação, cabe ao Estado junto com empresas privadas regular o compartilhamento de notícias falsas nas redes sociais. Isso será concretizado por meio da expansão de projetos , tais como o Humaniza Redes, que já se mostrou eficaz contra a disseminação de notícias nas redes sociais. Além disso, cabe à sociedade civil a conscientização das pessoas que utilizam os meios de propagação na internet. Isso poderá, acontecer por meio de palestras nas escolas, e até mesmo pela difusão dos malefícios gerados pelas notícias falsas nas próprias redes sociais. Dessa forma, o homem poderá corrigir seu comportamento e sair de sua menoridade.