Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 10/07/2018

Na Grécia clássica, havia um embate entre filósofos socráticos e sofistas, no qual estes costumavam disseminar notícias falsas. Atualmente, no Brasil, essa circulação das ´´Fake News´´ se da ,principalmente, pelas redes sociais, estas que colaboram na divulgação destas notícias que podem causar danos a quem  se referem sendo difícil a identificação e punição do autor ou da plataforma. Essa realidade é intensificada pela má seleção  dos leitores na hora de compartilhar uma notícia e ,também, pela polarização política do brasileiro na internet.

De fato, leitores não atentos não conseguem detectar ,durante a leitura, à falsa notícia. Isso é percebido na pesquisa realizada pela revista Forbes, que aponta que apenas 59% dos indivíduos leem a matéria completa. Assim, fica evidente que a desinformação é muito presente nos internautas que não possuem uma seletividade na hora de consumir a informação e isso pode acontecer quando essa notícia é de acordo com a opinião do leitor sendo uma forma de expor um falso argumento de autoridade. Como resultado, reverter essa desinformação fica difícil quando disseminada pela internet.

Ademais, atacar o político opositor , mesmo com mentiras, pode ser uma forma de barrar sua popularidade. Segundo um levantamento do Estado de São Paulo, mais de 1,3 mil notícias falsas são compartilhadas, por dia, em época de polarização política. Uma vez que isso pode ser realizado com a real intenção de prejudicar o candidato ou até mesmo como uma forma de validar a opinião política de quem compartilha, já que as redes sociais , como o Facebook, são um importante meio influenciador por causa da grande presença do brasileiro na internet e nos debates virtuais. Por isso, a discussão  e a reputação de políticos ficam a mercê  de informações tendenciosas.

Pode-se concluir que, a democratização da informação trouxe consigo essa falha que deve ser amenizada com a ajuda de vários setores da sociedade. Para isso, o Governo Federal , Por meio do MEC, deve aglutinar no currículo escolar conhecimentos sobre jornalismo e reconhecimento de fonte confiáveis, que pode ser realizado com ajuda de professores, identificando os requisitos para escolher um portal de notícias com credibilidade, com auxílio de sites ,como o G1, que mostram os sinais de quando a informação é dissimulada. Por outro lado, site especializados  no reconhecimento de ´´Fake News´´  podem realizar uma parceria com o Governo Federal para trabalhar no monitoramento de plataformas que possuem denuncias ou indícios de ajudar no espalhamento destas notícias , sobretudo, nos períodos de eleições . Feito isso, poderemos ter uma melhor democratização da informação e uma geração leitora mais consciente .