Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 08/07/2018
Sobretudo transparência
Durante o seu governo, o último líder da União Soviética, Mikhail Gorbachev propôs um plano de reestruturação que sobretudo prezava pela transparência política e social, conhecido como Glasnost. No entanto, opondo-se à teoria proposta pelo presidente, vigora-se atualmente uma onda constante de notícias de caráter não verídicas. Assim, evidencia-se necessária a interferência de órgãos fiscalizadores a fim de atenuar a problemática.
Convém ressaltar que as consequências das falsas notícias podem acarretar em medidas que afetam diretamente à democracia, visto que servem como agente de influência. Prova disso, foi a turbulenta disputa pela eleição presidencial dos Estados Unidos no ano de 2016, que também caracterizou-se pelas avalanches de documentos e notícias não verdadeiras para beneficiar um extremo.
Outrossim, em consonância aos resultados da Terceira Revolução Industrial, o meio científico informacional alastrou-se. Hoje, torna-se comum alguém ter sua fonte de renda baseada na quantidade de acessos em um respectivo site. Frente à ambição de parte dos internautas, a criação de notícias falsas serviu como fonte de acesso ao enriquecimento econômico.
Todavia, tais atos não são vistos como legais mediante à lei, haja vista que dependendo do grau de exposição, a medida pode resultar em instância jurídica. Em suma, há projetos visando à criminalização, como o do Deputado Luiz Carlos Hauly. Entretanto, ainda há falta de investimento governamental na área.
Em síntese, conta-se preciso a parceria entre o Ministério da Justiça e as empresas digitais a fim de extinguir os ataques na web. Além disso, cabe ao senado a consciência da importância do assunto e promulgar os recursos necessários para combatê-lo. Logo, tornaria-se mais evidente o conceito de democracia e daria êxito ao projeto de Gorbachev.