Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 06/08/2018

Desde a Idade Média, as chamadas ‘‘Fake News’’ circulam pela sociedade. Naquela época, muitas mulheres eram perseguidas e mortas em razão de boatos, dos quais afirmavam que as mesmas praticavam bruxaria, tal como cita o filme ‘‘João e Maria, caçadores de bruxas’’ e a música ‘‘quem vai queimar’’ da cantora Pitty. Na sociedade atual, mulheres não são mais perseguidas, nem acusadas de bruxaria, porém as notícias falsas ainda podem ser consideradas empecilhos para um convívio seguro e despreocupado.

Em primeira análise, é válido citar a atuação situação econômica na qual o nosso país se encontra. Em virtude do fato mencionado, muitas pessoas buscam meios de sair do Brasil, em busca de melhores condições de vida. Porém, muitos desses indivíduos são enganados por falsas propostas encontradas na internet. Muitos brasileiros pedem demissão, vendem seus bens, compram a passagem e, após todo esse processo, descobre que foi vítima de um golpe.

Em segunda análise, também é muito comum farsas em compras pela web. Segundo pesquisa feita pela Revista Redação, um em cada quatro brasileiros não compra pela internet por medo de fraudes, e a falta de medidas de combate contra casos como esse, em razão da falta de interesse governamental, resulta em uma propagação continua de tais atos, e, consequentemente, que venham a aumentar com o tempo.

Logo, medidas são necessárias para resolver o impasse. Simples atitudes fazem-se precisas e de grande importância para diminuir o efeito das Fake News, como verificar a fonte das informações e pesquisar sobre o tema em outros veículos antes de compartilhar algo suspeito. Ademais, é dever do Ministério da Justiça iniciar uma investigação, com uma equipe profissional, a fim de descobrir o paradeiro dos golpistas digitais, para que esses possam se ressarcir às vítimas e pagar pelo crime. Como dizia o grande idealizador indiano, Mahatma Gandhi: ‘‘Temos que nos tornar a mudança que queremos ver’’.