Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 13/08/2018
É possível afirmar que houve um aumento significativo das “Fake News” nas redes sociais no últimos anos. Diante dessa problemática, convém analisamos as principais consequências do crescimento das notícias falsas no Brasil.
Segundo a revista Época, um estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) apontou que notícias falsas se espalham cerca de 70% mais rápido que notícias verdadeiras. Isso se evidencia, porque as notícias incorretas apelam pela emoção como o medo, rejeição e surpresa. Além disso, as pessoas tendem a ler o que acreditam ser verdade.
Outrossim, as notícias enganosas tem o intuito de render “click”, visualizações e publicidade. Muitas delas sem se importar se uma pessoas está sendo difamada. Um exemplo disso é da dona de casa Fabiane Maria de Jesus, que infelizmente, foi espancada até a morte por moradores da cidade de Guarujá -São Paulo, depois da divulgação de boatos de envolvimento em rituais de magia negra com crianças.
Não obstante, os Artigos 138 e 139 do Código Penal apontam que “difamar e caluniar alguém, imputando-lhe falsamente o fato, é crime”. Esses Artigos começam a ser enquadrados também nas redes sociais, um exemplo disso é de uma Servidora Pública de São Paulo que foi condenada a pagar uma indenização de R$ 10.000,00 a um veterinário, por ter compartilhado uma notícia difamatória em uma rede social.
É grave, portanto, o aumento expressivo das notícias falsas nas redes sociais. Cabe ao poder Judiciário juntamente com os gestores das redes sociais punir os responsáveis pela publicação de notícias falsas a fim de minimizar a propagação das notícias. Além disso, o Ministério da Educação em parceria com as escolas deve trabalhar a educação digital com os alunos, ensinando-os a identificar notícias falsas e até mesmo a denunciá-las. Sendo assim haverá uma diminuição de publicações e até mesmo de compartilhamento de notícias enganosas.