Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 21/07/2018
Em maio de 2014, Fabiana de Jesus, residente da cidade do Guarujá, foi vítima de um lixamento pela população local, em decorrência de uma publicação via redes sociais, na qual uma suposta sequestradora de crianças teria fisionomia semelhante a dela. Em paralelo com o caso de Fabiana, as fake news veem tomando proporções alarmantes, as quais muitas vezes são transmitidas ao usuário principalmente via internet sem veracidade dos fatos.
Conforme supracitado, atualmente temos a internet como principal veículo de disseminação de informações, em contrapartida, existem diversos indivíduos publicando notícias falsas visando retorno financeiro, em decorrência dos inúmeros de acessos. Consequentemente isso vem se tornando um agravante problema público, já que atinge diversas esferas sociais, em ênfase os setores Políticos e da Saúde.
Ademais, as inverdades publicadas se tornam virais em virtude dos diversos compartilhamentos, que muitas vezes o leitor mesmo em dúvida, não pesquisa a veracidade da informação por fontes confiáveis. Felizmente hoje já existem leis e projetos, que equiparam esse tipo de prática, com os demais crimes. Entretanto, se não houver uma sensibilização pública, a prática das fake news irá continuar se agravando, acarretando casos como o homicídio de Fabiana.
Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver o impasse. O Ministério das Comunicações juntamente com jornalistas e advogados, deve elaborar um projeto de lei, o qual determine que os veículos que disseminarem falsas notícias, além de serem penalizados pelas leis já existentes, sejam obrigados a retificarem a matéria, afim de informar corretamente novos leitores e o público já atingido. O Ministério da Cultura, em parceria com jornalistas, deve elaborar uma cartilha com as devidas recomendações a serem seguidas em casos de informações não confiáveis, sendo a mesma distribuída em pontos estratégicos, tendo como objetivo melhor orientar a população a estes fatos.