Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 14/06/2018
O advento da internet na década de 90, proporcionou benefícios a sociedade como a rápida comunicação entre pessoas distantes e o fácil acesso às informações. Contudo, junto a isso eclodiu um problema as fake news (notícias falsas — em português) que ganharam espaço devido ao meio no qual são divulgadas. Com isso, torna-se necessária a discussão sobre os perigos da divulgação de notícias falsas.
Ademais, as fakes news não são recentes, desde a antiguidade há a disseminação de notícias falsas como o exemplo do imperador romano Júlio César que noticiava informações que demonizavam povos estrangeiros. Sendo assim, a internet, após a popularização das redes sociais, blogs e sites, apenas ampliou o espaço e rapidez da circulação dessas informações. Devido a rápida e livre veiculação das fake news, podem acontecer tragédias irreversíveis, no qual pessoas são punidas injustamente como foi o caso da Fabiane de Jesus, no Guarujá em São Paulo, que foi agredida até a morte após ser confundida com uma sequestradora na página de uma rede social, em maio de 2014. Sendo assim, fica evidente os perigos que são proporcionados pela circulação de informações falsas na internet.
Ainda mais, há as vítimas de falsos óbitos, sobretudo de famosos como o Renato Aragão, Fernanda Montenegro e Laura Cardoso que foi dada como morta nas redes sociais, em que familiares e conhecidos sofreram por sua suposta morte, até que a verdade fosse dita. Além disso, as fake news podem ainda ser utilizadas para impor regimes ditatoriais como na década de 1930, no qual Getúlio Vargas elaborou, junto ao exército, o Plano Cohen, um falso artigo alegando que comunistas queriam desestabilizar a ordem e tomar posse do poder. A notícia foi disseminada, promovendo o caos social, e usada por Getúlio para implantar sua ditadura.
Fica evidente, portanto, que as fake news são perigosas. Por isso, deve haver a construção de uma sociedade crítica, que seja capaz de buscar fontes, pesquisar e analisar as informações, para isso, cabe ao Ministério da Educação em conjunto com a mídia televisiva construir uma mentalidade crítica na sociedade por meio de propagandas, jornais e reuniões nas escolas onde possa ser discutido os perigos e ensinar como identificar notícias falsas nas redes sociais, para que assim, as pessoas não compartilhem informações imprecisas sem antes fazer uma análise criteriosa e em consequência disso amenizar os perigos das fake news.